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FAEP PARABENIZA COAMO PELOS 50 ANOS DE HISTÓRIA

Fundada em 1970 por 79 associados, cooperativa de Campo Mourão se tornou a maior da América Latina, com contribuição decisiva ao desenvolvimento do meio rural

Por: Fonte: FAEP
27/11/2020 às 14h57 Atualizada em 27/11/2020 às 17h22
FAEP PARABENIZA COAMO PELOS 50 ANOS DE HISTÓRIA
“A Coamo extrapolou qualquer expectativa inicial, é muito gratificante olhar para a proporção que a organização tomou”, completa o líder sindical

 

A Coamo completa, neste dia 28 de novembro, 50 anos de história. Fundada em Campo Mourão, em 1970, a cooperativa deu o pontapé inicial de sua trajetória com 79 associados. Com o passar das décadas, a pujança da união dos produtores da região elevou a cooperativa ao posto de maior da América Latina, com quase 30 mil cooperados. Atualmente, entre todas as estatais, multinacionais e companhias privadas, a Coamo ocupa a 35ª posição no ranking das maiores empresas no país. O faturamento cresce ano a ano e beirou R$ 14 bilhões em 2019, com a distribuição de sobras de R$ 360 milhões aos associados.

“Sempre acompanhei a trajetória da Coamo e sei o quanto de esforço dos produtores rurais da região tem nessa história. É preciso dar os parabéns a cada um dos envolvidos, coordenados pelo presidente José Aroldo Galassini e tantas outras lideranças rurais. O que a Coamo fez e continua fazendo dá o recado de que o cooperativismo, o associativismo, o sindicalismo e todas as formas de mobilização rural são o caminho para o desenvolvimento”, enfatiza Ágide Meneguette, o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR.

“O que presenciamos nas últimas décadas já tem espaço garantido nos livros de história. E tenho certeza que muitas outras conquistas ainda estão por vir”, complementa. 

 

Nery Jose Thome, atual presidente do Sindicato Rural de Campo Mourão, destaca o peso da Coamo na economia da região e do Estado.

“A maioria absoluta dos nossos associados é cooperada da Coamo. O sindicato e a cooperativa sempre andaram juntos nas defesas dos agropecuaristas, com diversas bandeiras comuns. A cooperativa em uma operação mais econômica e o sindicato na parte mais política”, explica Thome.

“A Coamo extrapolou qualquer expectativa inicial, é muito gratificante olhar para a proporção que a organização tomou”, completa o líder sindical. 

O ex-vice-presidente da FAEP, Nelson Teodoro de Oliveira, falecido em maio de 2019, fez parte do grupo de 79 associados que assinou a ata de fundação da Coamo, como consta no “Memorial dos Pioneiros” da entidade. Teodoro participou ativamente da vida rural da região, inclusive também foi um dos fundadores do Sindicato Rural de Campo Mourão. Até seus últimos dias de vida, o líder rural demonstrou entusiasmo por fazer parte da cooperativa, do sindicato rural e da FAEP, três de suas maiores paixões. 

Origens 

Tudo começou no final da década de 1960, quando o engenheiro agrônomo José Aroldo Galassini, então funcionário da extinta Acarpa (hoje IDR-Paraná) começou a fazer estudos e experimentos na região de Campo Mourão para produzir trigo e soja. Aos poucos, os produtores começaram a ter variedades e técnicas disponíveis para produzir. Então, a preocupação passou a ser com a comercialização de grãos, dando início a uma mobilização para uma cooperativa de produtores. 

Um empresário conhecido na região na época, Fioravante João Ferri foi elevado ao posto de primeiro presidente da cooperativa, fundada oficialmente em 28 de novembro de 1970, com o nome Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda (Coamo). A primeira sede foi um escritório de 50 metros quadrados. Não demorou para alugarem um armazém para a estocagem de trigo. 

Em 1974, Ferri faleceu e o vice-presidente Gelindo Setanuto comandou a organização até o fim do mandato, em 1975. Neste ano, em Assembleia Geral, José Aroldo Galassini foi eleito presidente da Coamo e começou sua trajetória junto a cooperativa que vem se renovando até hoje. Seu entusiasmo pelo cooperativismo inspirou a fundação de outras organizações pelo país e pelo mundo. 

A linha do tempo da Coamo é repleta de investimentos milionários que geraram empregos e divisas ao Paraná e ao Brasil. Ainda em 1981, a cooperativa investiu em uma indústria de óleo de soja, com capacidade de processamento de 600 toneladas por dia. Lojas de vendas de insumos agrícolas, farmácias veterinárias, espaços para comercialização de peças agrícolas, construção de destilarias de álcool e até mesmo uma indústria têxtil entram no rol de edificações concretizadas pela cooperativa. A administração central, famoso prédio de três pavimentos cartão postal de Campo Mourão, foi erguido em 1984. 

O foco nos investimentos segue até hoje. Para se ter ideia, em 2019, a Coamo investiu R$ 565 milhões. A cooperativa chega aos 50 anos com marcas impressionantes: 10ª maior empresa do país com capital 100% nacional; 9ª maior empresa do setor agronegócio do Brasil; 18ª maior empresa exportadora do Brasil; e 1ª maior do Paraná na classificação geral.

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