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O TOMATE, ALTAMENTE CONSUMIDO NO BRASIL, PODE TER EXPLOSÃO DE PREÇOS COM REDUÇÃO DO VOLUME PRODUÇÃO

Pouco mais da metade da produção brasileira de tomate está concentrada em dois estados: Goiás (29% e 1,1 milhão de toneladas) e São Paulo (23% e 918 mil toneladas)

Por: Fonte: Irvin Dias
07/12/2020 às 17h14 Atualizada em 08/12/2020 às 16h47
O TOMATE, ALTAMENTE CONSUMIDO NO BRASIL, PODE TER EXPLOSÃO DE PREÇOS COM REDUÇÃO DO VOLUME PRODUÇÃO
Pouco mais da metade da produção brasileira de tomate está concentrada em dois estados: Goiás (29% e 1,1 milhão de toneladas) e São Paulo (23% e 918 mil toneladas)

 

O brasileiro é um grande consumidor de tomate. Em média, cada habitante consome 4,2 kg do fruto por ano*. A produção, que se aproxima de 4 milhões de toneladas, atende perfeitamente às necessidades do país. Porém, como se trata de um fruto com vida útil relativamente curta, o tomate enfrenta um risco constante, que assombra os cerca de 50 mil produtores e os 212 milhões de consumidores: terríveis doenças e insetos podem causar a devastação total das plantações.

 

"A redução séria da produção de tomate causaria não apenas falta desse alimento importante, mas prejuízos econômicos para o país – a atividade movimenta R$ 5,7 bilhões por ano. Além disso, levaria o Brasil a buscar o produto no mercado externo, tendo de importar para atender a necessidade de consumo interno. Num cenário de dólar alto, seria uma catástrofe, com aumento expressivo dos preços para os consumidores", explica Julio Borges, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

 

E essa elevação de preços do tomate, salienta Julio Borges, não seria apenas para a compra do tomate in natura, mas também no custo de produção industrial de derivados, como molhos, sucos e ketchup.

"Com a alta generalizada, todos os produtos que levam tomate enfrentariam disparada de preço. Estamos falando até da pizza, dos lanches e da tradicional macarronada dos domingos."

 

São diversos os vilões com potencial de dizimar completamente as áreas de cultivo de tomate no país, desde doenças como a requeima e septoriose e insetos como a mosca-branca e a mosca-minadora. Há, ainda, ervas daninhas com alto potencial destrutivo, como a tiririca, o capim-massambará, a grama-seda e o feijão-de-porco, com perdas médias de até 70%. Estes vilões, e diversos outros que o agricultor precisa enfrentar ao longo do manejo das suas lavouras, danificam as estruturas das plantas, levando-as à mais grave consequência: a morte.

 

"Para proteger a produção contra as doenças, insetos e plantas daninhas, que vão muito além da requeima e septoriose e que também ameaçam diariamente o tomateiro, é necessário realizar um amplo e eficaz controle desses detratores da produtividade. A ciência oferece hoje o que há de mais avançado em tecnologia de preparo adequado do solo, seleção de sementes, produtos biológicos e – ainda - de defensivos agrícolas que, usados de forma correta e segura, protegem o tomate e, ao mesmo tempo, não prejudicam a qualidade do fruto nem causam danos ao meio ambiente ou à saúde humana", informa Eliane Kay, diretora executiva do Sindiveg.

 

Julio Borges explica que todas soluções de combate a pragas e doenças na agricultura registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ibama e Anvisa são testadas cientificamente e submetidas a um longo e rigoroso processo de avaliação, ao longo de alguns anos, antes de ter autorização para comercialização. "Esse cuidado extremo garante o benefício desses insumos para quem planta, para quem comercializa e para quem consome. O setor de defesa vegetal dá, assim, sua contribuição para a sustentabilidade da produção de alimentos no país".

 

Produção regional

 

Pouco mais da metade da produção brasileira de tomate está concentrada em dois estados: Goiás (29% e 1,1 milhão de toneladas) e São Paulo (23% e 918 mil toneladas). Minas Gerais participa com 13% do total: cerca de 550 mil toneladas. Há ainda significativa produção na Bahia (6%) e no Paraná (5,9%), que superam as 200 mil toneladas por ano. Espírito Santo (4,2%), Santa Catarina (4,1%), Ceará (4%), Rio de Janeiro (3,6%) e Rio Grande do Sul (2,7%) ficam acima de 100 mil toneladas ao ano. Os dados são do IBGE.

 

Sobre o Sindiveg

 

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) representa a indústria de produtos para defesa vegetal no Brasil há 79 anos. Reúne 26 associadas, distribuídas pelos diversos Estados do País, o que representa aproximadamente 40% do setor. Com o objetivo de defender, proteger e fomentar o setor, o Sindiveg atua junto aos órgãos governamentais e entidades de classe da indústria e do agronegócio pelo benefício da cadeia nacional de produção de alimentos e matérias-primas. Entre suas principais atribuições estão as relações institucionais, com foco em um marco regulatório previsível, transparente e baseado em ciência, e a representação legitima do setor com base em dados econômicos e informações estatísticas. A entidade também atua em prol do fortalecimento e da valorização da comunicação e da imagem do setor, assim como promove o uso correto e seguro dos defensivos agrícolas. Para mais informações, acesse www.sindiveg.org.br.

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