
A presidente do Lions Clube de Cambará Kelly Marzenta, participou na tarde desta quinta-feira (10), juntamente com representantes de entidades e autoridades de Cambará e da região, de uma reunião com representantes da regional de saúde de Jacarezinho e foi esclarecido a real situação que nossa região e estado do Paraná está enfrentando com a pandemia do Covid19.
Segundo relato da Presidente do Lions o panorama é alarmante.
“Nós estamos na 1º onda da pandemia não teve a 2º, duas piores virão, dezembro as pessoas viajam mais, se movimentam. Pessoas de fora vem para Cambará, teremos mobilidade fora do normal, teremos mais elevação e transmissão da doença”, alertou.
Kelly disse ainda que o vírus mudou a dinâmica. “Mesmo com o clima quente o vírus persistiu”, revelou, “o momento é delicado e complicado”, acrescentou.
No longo texto encaminhado a redação do Jornal Circulando e publicado nas páginas mantidas pelo Lions nas redes sociais, Kelly relata que cidades circunvizinhas como Jacarezinho, Santo Antônio da Platina e outras estão sobrecarregadas de casos, faltam leitos, ou seja UTis, aparelhos respiratórios.
Preocupada, Kelly Marzenta teme o pior.
“A Secretaria de Saúde Regional não tem mais ideias e armas para fazer para conscientização e luta contra o COVID19”, alertou, “as pessoas estão desacreditadas e cansadas, mas o COVID19 não cansou”, declarou no texto e ainda fez uma alarmante previsão para os cambaraenses. “As projeções não são boas para Cambará, temos que ter ações diretas antes que a situação piore mais”, destacou Kelly.
De acordo com a Presidente do Lions, a crise do covid-19 já tem impactado procedimentos cirúrgicos considerados simples e pode agravar a situação dos pacientes que aguardam na fila as cirurgias eletivas.
Kelly disse ainda que hora de conscientização.
“Temos que ter responsabilidade com a nossa vida, de nossos amigos e familiares e consciência moral, para saber que nossos atos podem causar mortes”, ponderou. “Precisamos ter consciência e responsabilidade, programar para ir no comércio se necessário e não levar pessoas que estão classificados como grupo de risco, não sair fora do município”, pontuou.
Em nota, Kelly Marzenta destacou a importância dos cuidados com as festividades de final de ano.
“Nessa época do ano famílias vão se encontrar e os riscos de contaminação irão aumentar, cidades vizinhas tiveram problema nos círculos familiares, onde o policiamento, vigilância sanitária não podem chegar”, disse.
Ela recomentou o uso da máscara como forma importante no combate à doença, alertando que ignorar o uso de máscaras pode ser considerado como um crime.
Ela pediu para não atribuir culpas a terceiros e também a serviços públicos e pediu união e compromisso com os profissionais e representantes públicos.
“A luta é de todos, vamos cuidar de quem amamos”, finalizou.