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NA PANDEMIA, O TRABALHO PRESENCIAL DA LIGA SOLIDÁRIA COM FAMÍLIAS E IDOSOS VULNERÁVEIS EM SÃO PAULO

Para este Natal, a Liga Solidária distribui ceias natalinas para quatro mil famílias em comunidades de todas as regiões da capital paulista

Por: Fonte: SAX Comunicação
23/12/2020 às 14h41 Atualizada em 28/12/2020 às 15h14
NA PANDEMIA, O TRABALHO PRESENCIAL DA LIGA SOLIDÁRIA COM FAMÍLIAS E IDOSOS VULNERÁVEIS EM SÃO PAULO
Liga Solidária: em São Paulo, distribuição de cestas básicas na pandemia para famílias em situação de alta vulnerabilidade (Foto: Liga Solidária/Divulgação)

 

Com a pandemia da Covid-19, o home office foi uma solução encontrada para incentivar o isolamento social. Mas, além dos profissionais de saúde, outras funções exigem a presença física e foi assim com diversos profissionais da Liga Solidária, organização social sem fins lucrativos que atende a pessoas em situação de alta vulnerabilidade na capital paulista. Desde março, colaboradores da Liga vêm atuando em funções diversas, desde a distribuição de cestas básicas – inclusive na semana do Natal – até visitas a idosos.

 

Para este Natal, a Liga Solidária distribui ceias natalinas para quatro mil famílias em comunidades de todas as regiões da capital paulista. A iniciativa alcança famílias atendidas pelos nove programas sociais da organização.

 

Porém, logo no primeiro semestre, para minimizar os efeitos da pandemia, a Liga realizou uma série de ações entre os meses de abril e julho, como a campanha “Sestou na Liga”, com doação por três meses de cestas básicas de alimentos e produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica, além da distribuição de cartões de alimentação no valor de R$ 150,00, o que aumentou em 10% a renda domiciliar per capita de mais de duas mil famílias residentes no bairro Jardim Esmeralda, região do Butantã. A Liga Solidária também distribuiu cestas básicas por meio de convênio com a SMADS (Secretaria Municipal de Assistência Social) e 10 mil máscaras de proteção, em parceria com a marca de roupas Aramis.

 

Liga Solidária: em São Paulo, distribuição de cestas básicas na pandemia para famílias em situação de alta vulnerabilidade  (Foto: Liga Solidária/Divulgação)

 

VÍNCULOS

 

Mas se as distribuições de produtos são pontuais, com dias marcados, outros projetos da Liga Solidária são perenes e exigem presença diária da equipe. O Programa Famílias um dos principais eixos da organização, atende cerca de mil famílias e quatro mil pessoas. Outro programa fundamental é o Idosos, cujos beneficiados têm mais de 60 anos.

 

Marina Nambu, gerente de Projetos Sociais da Liga Solidária, destaca a função social dessas ações:

“Esses dois programas garantem o estreitamento de vínculos, que é um dos propósitos da Liga e se mostrou ainda mais importante agora, com a pandemia. O Famílias, por exemplo, organiza os benefícios que os usuários recebem, como cestas básicas, mas os colaboradores da Liga também atuaram em outras frentes, como dar orientação a quem precisou pedir o Auxílio Emergencial e encontrou dificuldades”, afirma.

Já o Programa Idosos tem uma grande responsabilidade, pois alguns atendidos precisam ser acompanhados de perto:

“Alguns moram sozinhos, outros têm mobilidade reduzida, o que exige uma logística para ir até eles”.

 

Segundo Shirley Christiane Basílio, coordenadora do Programa Famílias, a pandemia trouxe um retrocesso para as famílias em vulnerabilidade social.

“Se anteriormente, o trabalho desenvolvido visava o empoderamento de pessoas que sonhavam com seu desenvolvimento, hoje voltamos a olhar e trabalhar em primeiro plano com a garantia de direito à alimentação, por exemplo”, conta.

 

Liga Solidária: em São Paulo, distribuição de cestas básicas na pandemia para famílias em situação de alta vulnerabilidade  (Foto: Liga Solidária/Divulgação)

 

“Quantas pessoas que tinham trabalhos formais perderam suas rendas e tiveram que entregar suas casas de aluguel e voltar a residir com suas famílias de origem”, afirma Shirley.

Outro fator importante se refere ao teletrabalho, realidade distante da maior parte da sociedade brasileira:

“Grande parte das famílias atendidas pelo programa não tem acesso à internet via wifi ou dados móveis nem possui computadores. Quando muito tem um celular com internet para as crianças e adolescentes conseguirem ter acesso às aulas”.

 

Com a maior quantidade de pessoas dentro da mesma casa, Shirley contabiliza ainda o fator de risco devido à contaminação pelo vírus, além do aumento de despesas e declínio em suas condições de vida.

“Lida-se também com a fragilidade de vínculos: atendemos a uma crescente demanda por atendimento psicossocial devido a conflitos familiares, inclusive com o aumento da violência doméstica”, complementa.

 

IDOSOS

 

Para Gilberto Camilo da Silva, gerente executivo de Longevidade da Liga Solidária, com a propagação da Covid-19 no Estado de São Paulo, a instituição se reorganizou para mudar a cultura de atendimento no período de isolamento social.

  “O maior desafio foi romper com uma de nossas maiores premissa que se refere à socialização. Diante do novo cenário, tomamos algumas medidas para proteger nossos idosos e colaboradores.  Alteramos a rotina de atendimentos e atividades presenciais, por domiciliares e virtuais, garantindo dessa forma o contato dos Idosos com o programa, visando manter o vínculo afetivo com eles e garantindo sua autonomia”, explica Gilberto.

“Criamos novos protocolos técnicos de atendimentos e cuidados necessários com o uso de EPIS específicas para diminuir o risco de contaminação e contágio, seguindo todas as orientações das autoridades de saúde”.

 

Mas o trabalho presencial das equipes da Liga Solidária não significa que esses programas ficaram distantes da internet na pandemia. Atividades online também começaram a ser feitas em grupos de WhatsApp e pelo Facebook.

 

O Programa Famílias, por exemplo, ofereceu oficinas virtuais de Culinária, Artesanato e Empreendedorismo, além de realizar lives para falar sobre o impacto da pandemia e atendimentos por meio de videochamadas, o que possibilitou às famílias o acesso à orientação psicológica e social. Por sua vez, o Programa Idosos lançou a campanha #euaindaquero, com fotos e vídeos gravados pelos idosos atendidos, que aposta na resiliência para enfrentar a pandemia e na esperança de ainda fazer muitas coisas no futuro.

 

Liga Solidária: em São Paulo, distribuição de cestas básicas na pandemia para famílias em situação de alta vulnerabilidade  (Foto: Liga Solidária/Divulgação)

 

Sobre a Liga Solidária

A Liga Solidária, fundada em 1923 como Liga das Senhoras Católicas de São Paulo, é uma organização da sociedade civil (OSC) sem fins lucrativos. A Liga desenvolve programas de educação, longevidade e cidadania que beneficiam cerca de 13 mil crianças, adolescentes, adultos e idosos em situação de alta vulnerabilidade, na capital de São Paulo.

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