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TRIGO PARANAENSE ABASTECE MERCADO INTERNO EM JANEIRO

Documento preparado pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, mostra que o Brasil exportou 408,7 mil toneladas de trigo em janeiro, mas o produto paranaense foi todo destinado para moageiras do próprio Estado e de São Paulo

19/02/2021 15h19 Atualizada há 3 dias
Por: Nathália Bonhole Fonte: AEN
Os dados de exportação de trigo brasileiro não registraram saída do produto produzido no Paraná no primeiro mês de 2021
Os dados de exportação de trigo brasileiro não registraram saída do produto produzido no Paraná no primeiro mês de 2021

 

A produção paranaense de trigo colhida em 2020 não saiu do País em janeiro. O produto foi direcionado, sobretudo, aos parques moageiros do Paraná e do Estado vizinho de São Paulo. Esse é um dos assuntos analisados por técnicos do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, no Boletim de Conjuntura Agropecuária da semana de 13 a 19 de fevereiro.

Os dados de exportação de trigo brasileiro não registraram saída do produto produzido no Paraná no primeiro mês de 2021. Assim como havia ocorrido em 2019, a produção de 2020 ficou em território nacional. Esses mesmos dados apontam que, saindo de outras regiões produtoras do País, o Brasil exportou, em janeiro, 408,7 mil toneladas.

Somado ao que foi enviado para o Exterior em dezembro de 2020, o total chega a 663 mil toneladas, volume bem próximo das 700 mil toneladas estimadas pela Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) para serem vendidas externamente até julho deste ano.

Se a expectativa do órgão federal for superada, possivelmente pode haver alta interna nos valores do produto. Caso isso ocorra, uma alternativa para se conseguir alívio nos preços é a redução na demanda. A outra é o aumento nas importações.

Porém, até o momento, as compras feitas pelos moinhos têm diminuído. De agosto de 2020 a janeiro de 2021, o Brasil importou 2,8 milhões de toneladas, contra 3,3 milhões entre agosto de 2019 e janeiro de 2020. Representa um decréscimo de 16%.

MILHO E SOJA – A semana foi proveitosa para os produtores de milho. Com a retomada do ritmo favorável, a colheita atingiu 23% do total de 359 mil hectares da primeira safra. Ao mesmo tempo, isso propiciou avanço no plantio da segunda safra, que já está com 6% do total previsto de 2,4 milhões de hectares semeados.

O boletim registra, ainda, que o bom tempo ajudou na colheita da soja, mas o volume é bem menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Agora, apenas 3% dos mais de 5,57 milhões de hectares cultivados foram colhidos. Grande contraste com os 20% de 2020. Já o plantio da segunda safra chegou a 94% da área estimada.

FEIJÃO E BATATA – Na primeira safra de feijão, a colheita atinge 94% da extensão plantada, com comercialização de 55%. Da segunda safra, 56% dos 237,3 mil hectares já estão semeados e, mesmo com as chuvas constantes em janeiro, cerca de 92% das lavouras apresentam boas condições.

A estabilização do clima possibilitou que a colheita da primeira safra de batata praticamente fosse encerrada e 90% da safra já está comercializada. A segunda safra tem avanço no plantio, com 74% já colocada no campo. As condições são consideradas boas para 88% da cultura.

OUTROS PRODUTOS – O documento preparado pelos técnicos do Deral fala ainda sobre a comercialização de frutas na Centrais de Abastecimento do Estado do Paraná (Ceasa), além de discorrer sobre a colheita da mandioca, favorecida pelo fator climático.

A análise estende-se também para o setor pecuário. Em relação à bovinocultura de corte, o registro é para a expectativa de maior oferta a partir de março e abril, para quando se projeta o período de redução no preço da arroba. Na avicultura de corte e em ovos, o boletim analisa a variação de preços ao produtor, no atacado e no varejo, além de tratar da produção e exportação.

Acesse o Boletim no www.agricultura.pr.gov.br/Pagina/Conjuntura-Boletim-Semanal-072021.

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