

Dá Assessoria
O Conselho Estadual do Trabalho do Paraná (CET/PR) reuniu na tarde desta quarta-feira, 27, em Maringá, os integrantes do órgão para debater os desafios da qualificação profissional no Paraná. Esta foi a primeira reunião interiorizada do ano do CET/PR, que aconteceu na sede da Associação Comercial de Maringá (ACIM).
O secretário do Trabalho, Emprego e Economia Solidária e deputado estadual Luiz Claudio Romanelli também participou da reunião, que contou ainda com a participação do vice-prefeito Claudio Ferdinandi, professor e reitor do Cesumar. Romanelli destacou os investimentos do Estado na qualificação profissional, por meio dos programas ofertados pelo Ministério do Trabalho e SETS e sobre o desafio de inserir o jovem no mercado de trabalho e dos incentivos para que ele receba educação profissional como proposta de melhoria das condições de empregabilidade.
Romanelli também apresentou os números positivos da geração de empregos no Paraná, que se destaca na liderança entre os estados do sul, sendo o quarto maior gerador de emprego com carteira assinada no País, com 11.125 novas vagas preenchidas em janeiro deste ano. “É um resultado muito bom que coloca o Paraná em destaque. Somos o sexto estado em número de habitantes, mas o quarto maior gerador de empregos. Resultado da política séria e comprometida do governador Beto Richa e da Secretaria Estadual do Trabalho”, comemora Romanelli.
Os conselheiros do Trabalho puderam ainda conhecer as inovações implantadas em Maringá e região, no sentido de qualificar o jovem trabalhador, encaminhando-o ao primeiro emprego. Em Maringá foi criado um instituto para promover a aprendizagem de jovens trabalhadores e facilitar o acesso deles ao mercado de trabalho.
O Instituto de Aprendizagem de Maringá e região (Inamare) é uma entidade sem fins lucrativos, criada com a finalidade de fomentar o desenvolvimento da aprendizagem profissional, integrando empresas, entidades formadoras, órgãos públicos e os próprios aprendizes. Uma das metas é a implementação e acompanhamento dos programas e contratos de aprendizagem da região de Maringá”, explica o assessor jurídico da instituição, Matheus Florencio Rodrigues.
O Inamare atua em parceria com o “Sistema S” (Senai, Sebrae, Senac, Senat, Senar e Sescoop) e várias outras instituições beneficentes da cidade e região. Segundo o diretor Escola Profissionalizante Laura Rebouças e integrante do Fórum de Aprendizagem de Maringá e região, professor Humberto Exaltação, várias são as vantagens do empregador, do trabalhador e do setor público na contratação de um jovem aprendiz. “Algumas delas são propiciar profissionalização de qualidade aos adolescentes e jovens; reduzir desigualdades sociais no município; descobrir jovens talentos; minimizar os efeitos do apagão da mão-de-obra; e fazer inclusão social de adolescentes e jovens de baixa renda”, explica o professor.
A meta é que a experiência de Maringá seja também repassada a outras regiões do Estado, incentivando outros municípios a adotar medidas que facilitem a contratação de jovens em busca do primeiro emprego e que passaram pelo processo de qualificação profissional.
Observatório — Na reunião do Conselho Estadual do Trabalho, em Maringá, também foi apresentado o Plano de Trabalho do Observatório do Trabalho. O Observatório do Trabalho é um programa que se coloca na perspectiva de gerar conhecimentos e sugerir possíveis caminhos para solução de conflitos de interesses entre capital e trabalho e a resolução dos problemas sociais decorrentes da exclusão social.
Segundo o diretor do Departamento de Políticas Públicas de Relações do Trabalho da SETS, Nuncio Mannala, o Paraná necessita de estudos e acompanhamento mais detalhados das diferenças entre regiões em sua estrutura produtiva que possibilitem a concepção e o monitoramento das políticas públicas que visam à melhoraria do padrão de absorção de sua força de trabalho. “Isso faz com que o Paraná antecipe ações para evitar as graves consequências sobre os mercados de trabalhos regionais e dos processos de modernização produtiva, por meio da incorporação de novas tecnologias, ou ainda, de introdução de novas culturas agrícolas”, explica Mannala.
Segundo o secretário Romanelli, o Observatório do Trabalho é um espaço de estudo, debate e de proposição de medidas governamentais visando à modernidade das relações entre capital e trabalho e a inclusão social pelo trabalho como meio de superação da pobreza. “Em resumo, é uma rede de relações entre instituições produtoras de informações e conhecimento aos seus usuários, para vencer os desafios existentes no mundo do trabalho”, conclui.