
Com a chegada das versões de entrada bicombustível e intermediária FWD no início de março, o Ford Fusion passará a atuar em três faixas de preço no segmento de sedãs grandes. A segunda geração do modelo - que já conta com a configuração topo de linha Ecoboost AWD (tração integral) desde outubro do ano passado - ainda vai receber sua versão híbrida no primeiro semestre de 2013.
Com motor de 2,5 litros Duratec Flex - compartilhado pela Ranger, mas com adaptações -, o modelo bate de frente com Kia Optima, Hyundai Sonata e Peugeot 508 - Chevrolet Malibu e Nissan Altima também estão na fila para entrar na concorrência. Por R$ 92.990, a versão bicombustível entrega controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, freios ABS, câmera de estacionamento, sensor de monitoramento da pressão dos pneus, oito airbags e alerta pós-acidente, com o disparo da buzina e farois do veículo.

Por R$ 99.990, a opção com tração dianteira e motor a gasolina EcoBoost de 240 cv de potência, disputará espaço com Hyundai Azera, Volkswagen Passat, Kia Cadenza e Citroën DS5. Para as duas versões, há um único opcional, o teto solar elétrico, por R$ 4.000. A garantia é de três anos.
Mesmo com a diferença de R$ 7.000 - que pode ser considerada pequena para modelos nesta faixa de preço -, a versão bicombustível deverá ser a mais procurada da linha. A montadora, no entanto, não divulgou a expectativa de venda para cada configuração. Para se ter uma ideia, em janeiro, foi importado um lote de aproximadamente 500 unidades da versão mais cara. "O apelo da oferta flex fica por conta do valor de revenda do modelo", explica Oswaldo Ramos, gerente geral de marketing da montadora.
Sedã inaugura motorização flex no segmento

Primeiro a contar com a possibilidade de abastecimento com álcool entre os sedãs grandes, o Fusion Flex não traz nenhuma mudança visual em relação à versão topo de linha com tração integral, a não ser pelas rodas de 17 polegadas e a falta do aerofólio traseiro. O comprimento foi mantido em 4,87 m, assim como o entre-eixos, de 2,85 metros. O porta-malas carrega 514 litros de bagagem.
Importado dos Estados Unidos, o motor bicombustível atinge potência máxima de 175 cv e de 24,1 mkgf de torque com álcool. A transmissão automática tem seis velocidades; as trocas manuais são feitas por meio de um pequeno botão na alavanca do câmbio. O motorista também pode tocar o carro no modo esportivo S.
A condução urbana foi facilitada pelas mudanças manuais de marcha, já que o trecho percorrido durante o teste drive contava com diversos aclives e declives, além de constantes reduções de velocidade em razão das lombadas. O motor de alumínio carregou os 1.572 quilos do carro mais quatro adultos sem mostrar muito esforço, mas as retomadas de velocidade eram aliviadas pelas trocas decididas pelo motorista.
Controles do carro, como ar-condicionado, sistema de som e navegação por GPS, são concentrados em uma tela de oito polegadas comandada por voz ou pelo toque dos dedos. Na teoria, sugere praticidade, mas, na prática, exige um pouco de dedicação e paciência por parte dos passageiros para que o sistema entenda as solicitações. É possível configurar algumas funções do carro, como o limite de velocidade do veículo a 130 km/h, por meio da chave.

Híbrido a caminho - com foco no cliente pessoa física, diferentemente do que acontecia com a geração anterior desta versão, a Ford passará a vender a versão com motorização a gasolina e híbrida ainda no primeiro semestre de 2013. O valor ainda não foi diovulgado, mas, por aqui, vai rivalizar com o Toyota Prius, vendido a R$ 120.830.