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SAÚDE & BEM ESTAR SOLIDARIEDADE

Empresários se unem e compram 40 capacetes Elmo para Santa Casa e “Covidão” da Prefeitura

Sem dinheiro público, empresários levantaram R$ 62 mil até agora

01/04/2021 19h39
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Luiza Pontes
Caroline Corral Rapchan e Beth Bressanin empresário de Ourinhos
Caroline Corral Rapchan e Beth Bressanin empresário de Ourinhos

Em meio ao caos na saúde pública por conta do agravamento dos casos de Covid-19, exemplos de união e solidariedade surgem em vários pontos do país. Um deles acaba de acontecer em Ourinhos, quando empresários locais, a partir da mobilização de duas mulheres, se sensibilizaram com a causa da escassez de oxigênio, cilindros e respiradores, fazendo doações que totalizaram até o momento cerca de R$ 62 mil para a aquisição de capacetes Elmo, insumos e treinamento. “Fiquei sabendo desse tipo de iniciativa em Assis, achei muito positiva e comecei a mobilizar os empresários da nossa cidade”, conta Caroline Corral Rapchan, advogada e empresária ourinhense. Segundo ela, com seu pai sendo entubado há cerca de uma semana, também em face da Covid-19, pôde contar com a disposição e trabalho de outra empresária local, Elisabeth Bressanin, “que abraçou a causa e tem sido muito importante para nos ajudar nessa organização”.

 

O Elmo é um capacete de respiração assistida, desenvolvido no Estado do Ceará, não-invasivo e mais seguro para os pacientes. Criado em abril de 2020 em uma força-tarefa que envolveu uma parceria público-privada, o equipamento inovador surgiu como um novo passo para o tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda hipoxêmica por Covid-19. “Além de ajudar o paciente na sua recuperação, os Elmos colaboram no tempo e nos custos de internação. Esse capacete é realmente algo grandioso”, afirma Beth Bressanin.

 

Cada capacete pode ser utilizado em até 4 pacientes, segundo o fabricante. Os 40 capacetes que chegarão a Ourinhos nesta sexta-feira “santa”, 2, poderão atender, portanto, até 200 pessoas. “A pessoa pode usar 15 dias como pode ficar um mês com esse capacete, depois ele é reesterilizado e usado novamente em outra pessoa”, explica Beth.

 

De acordo com Carol Rapchan, a primeira ação foi consultar Santa Casa e Prefeitura se o equipamento seria bem aceito nas estruturas hospitalares locais que estão atendendo os casos de Covid-19, atualmente a própria Santa Casa e o hospital adaptado num hotel da cidade pela Prefeitura. Com o aceite da iniciativa, rapidamente as duas empresárias conseguiram mobilizar empresários, os quais contribuíram com valores e outros tipos de apoio, como um que emprestou seu avião particular para buscar os Elmos em Fortaleza e outro que foi decisivo no desembaraço burocrático para o despacho para Ourinhos.

 

Com o valor arrecadado foram comprados 40 capacetes, 30 devem ser direcionados para a Santa Casa e 10 para o “Covidão”, como tem sido chamado popularmente o hospital da Prefeitura.

“Também utilizamos os recursos arrecadados para a compra de insumos indispensáveis para o uso dos Elmos, tanto a Santa Casa quanto a Prefeitura nos passaram os orçamentos e fizeram as indicações, e também para a contratação de cursos de capacitação profissional, obrigatórios pelo fabricante”, esclareceu Carol Rapchan.

 

“Foi uma iniciativa totalmente privada, não tivemos ajuda nem colaboração de nenhuma esfera. Resolvemos fazer esse chamamento para os empresários, usamos uma conta exclusiva da Santa Casa onde estamos depositando os valores”, conta Beth Bressanin.

Conforme a empresária, os R$ 62 mil já foram investidos na compra dos 40 capacetes, 10 treinamentos e insumos. 

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