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Henrique Crivari, fala sobre os benefícios do Ômega-3 durante a gravidez

Ômega-3 na gravidez reduz risco de parto prematuro e garante bebê mais saudável

Por:
18/05/2013 às 11h25
Henrique Crivari, fala sobre os benefícios do Ômega-3 durante a gravidez

 

 

 

 

Henrique Faeda Crivari

Herbácitus Farmácia de Manipulação


 

Que a nutrição é essencial para garantir uma gravidez saudável para a mãe e para o bebê 
pode não ser novidade para muita gente. O ácido fólico, por exemplo, é uma vitamina 
cuja suplementação é indicada a todas as gestantes, muitas vezes quando ainda se planeja 
engravidar, para evitar más formações no tubo neural do feto. Porém, talvez outro nutriente 
passe a dividir os holofotes quando o assunto é a saúde do bebê. Uma pesquisa realizada no 
Centro Médico da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, revelou que o ácido graxo 
ômega-3, um tipo de gordura insaturada, pode ajudar mulheres a terem bebês mais fortes e a 
reduzir a incidência de partos prematuros. O estudo foi divulgado em fevereiro na publicação 
científica The American Journal of Clinical Nutrition.


Para chegarem a essa conclusão, os cientistas estudaram 300 futuras mamães, escolhidas 
aleatoriamente. Metade delas foi suplementada durante o final da gravidez com 600 mg 
diárias de DHA, um tipo de ômega-3. Já as outras receberam um placebo para fazerem 
parte do grupo de controle. Durante as observações, verificou-se que as gestações do grupo 
suplementado foram mais longas, acima de 34 semanas, resultando em uma menor incidência 
de partos prematuros. Os recém-nascidos das mamães que receberam a suplementação 
também nasceram mais fortes, com peso maior, quando comparados aos bebês das mães que 
receberam o placebo.

Segundo os pesquisadores, não foram encontradas contraindicações para a suplementação, 
porém estudos maiores precisam ser feitos para verificar todo o potencial desse nutriente.
 

 

Outros nutrientes importantes para a gravidez. 


 Nem sempre a suplementação é recomendada, mas não custa reforçar a alimentação para ter 
nutrientes amigos da gestação durante esses nove meses, certo? Afinal, deficiências desses 
compostos podem causar baixo peso e até más-formações no feto. Conheça quais são essas 
substâncias e em que alimentos encontrá-las. 
 

 

Vitamina C

 
A gestante deve consumir cerca de 85mg por dia desse nutriente, pois, segundo a nutricionista 
Simone Freire, ele participa da formação do colágeno e auxilia na formação dos ossos, 
juntamente com outros minerais e vitaminas. "Essa recomendação é fácil de ser atingida, visto 
que os alimentos ricos em vitamina C são facilmente encontrados no Brasil", diz. A gestante 
deve ingerir frutas como acerola, goiaba, laranja, abacaxi, kiwi e caju. 

 
Ácido Fólico

 
A recomendação de consumo desse nutriente para as gestantes é de 600ug por dia, 
porém este valor não é atingido somente com a alimentação. A nutricionista Simone 
explica que uma dieta com 2.200kcal é capaz de atingir somente 250ug de ácido fólico, 
aproximadamente. "Uma das grandes funções dessa vitamina é construir o tubo neural do 
bebê", afirma. 
Como a formação dessa estrutura se completa até o 28º dia da gestação, o ideal é que a 
gestante comece a tomar uma suplementação de ácido fólico um mês antes da gestação, 
aconselha Simone. Além da suplementação, é importante comer alimentos ricos em ácido 
fólico, que são folhas verdes escuras, feijões, frutas cítricas, fígado e leite. 

 
Cálcio

 
Muito importante para a formação óssea do bebê, além de auxiliar no ajuste da pressão 
arterial da gestante, prevenindo a hipertensão gestacional ou pré-eclampsia. Os alimentos 
ricos em cálcio são: leite e derivados - como iogurtes e queijos - e vegetais folhosos verdes 
escuros, esses últimos, porém, com menor aproveitamento do nutriente. "Existem opções 
de extratos de soja com sabor e enriquecidos com cálcio para as pessoas com intolerância à 
lactose ou alergia a proteínas do leite", lembra Simone. A recomendação é de 1000mg/dia. 


Fósforo, potássio e magnésio


Segundo a nutricionista Amanda Epifânio, a ingestão adequada desses nutrientes está 
associada, juntamente com o cálcio, à prevenção de hipertensão gestacional ou pré-eclampsia. 
Para conseguir as quantidades adequadas, a gestante deve ter uma dieta diária com três a 
quatro porções de frutas variadas (fontes de potássio); três porções de cereais integrais - 
principalmente pães e arroz - (fontes de magnésio); e três porções de laticínios magros (fontes 
de cálcio e fósforo).

 
Vitamina D


"Essa vitamina equilibra o cálcio durante a gravidez, passa pela placenta e se apresenta no 
sangue fetal na mesma concentração do que na circulação materna", aponta Simone. A 
vitamina D pode ser adquirida com auxílio dos raios solares - lembrando que os melhores 
horários para tomar sol são antes das 10h e após às 16h -, além da ingestão de alimentos como 
ovos, carnes e leites. A recomendação é de mais 10ug/dia. 


Vitamina B6


A ingestão de vitamina B6 - 1,9mg/dia - é importante para a gestante no sentido de auxiliar a 
formação de novos tecidos e a fabricação da niacina, outra vitamina do complexo B, essencial 
para o corpo funcionar melhor e com mais energia. "Existem trabalhos apontando que a 
deficiência dessa vitamina pode contribuir com quadros de depressão durante a gravidez", 
conta Simone. A vitamina B6 pode ser encontrada em carnes, peixes, aves e fígado. 


Vitamina A


Segundo a nutricionista Simone Freire, a vitamina A tem funções específicas na resposta 
imunológica e é essencial para a visão. Recomenda-se a ingestão de 770ug por dia, o que não 
é muito diferente da recomendação para mulheres não grávidas (700ug/dia), já que existem 
pesquisas apontando que essa vitamina pode ser tóxica ou causar danos ao feto quando 
ingerida em grandes quantidades nos primeiros meses de gestação. 
Existem duas principais fontes alimentares dessa vitamina. A primeira é indireta e de 
origem vegetal, incluindo alimentos alaranjados, como cenoura, mamão, manga, abóbora 
e qualquer outro que contenha betacaroteno (precursor da vitamina A). A segunda fonte é 
de origem animal e está na sua forma ativa, podendo ser encontrada nos ovos e nas carnes, 
principalmente no fígado.

 

Ferro


A partir do 2º trimestre de gestação, a futura mãe adquire mais massa celular, principalmente 
de glóbulos vermelhos, e o feto começa a criar a sua reserva de ferro. Por conta disso, é de 
extrema importância que a gestante absorva quantidade suficiente para suprir ambas as 
demandas. 
O valor diário recomendado é de cerca de 27mg, alcançado apenas com suplementação. "Uma 
alimentação normal chega a atingir de 6 a 7mg/dia por 1000kcal. Para atingir as quantidade 
adequadas de ferro sem suplementação, seria necessário consumir 5000kcal por dia, o que é 
inviável", diz Simone. Porém, mesmo que a gestante tome suplementos férreos, é importante 
ter uma alimentação rica nesse nutriente. 
Entre as fontes de ferro heme - melhor absorvido pelo organismo -, estão carnes e vísceras. Já 
as fontes de ferro não heme - com menor aproveitamento - são os feijões, legumes, vegetais 
de folha escura e ovos. "A vitamina C auxilia na absorção do ferro não heme e, por isso, é 
importante que os dois nutrientes estejam juntos na mesma refeição", conta Simone.


Zinco


De acordo com Simone, "o zinco é extremamente importante para auxiliar o crescimento 
celular, tanto da gestante como do feto". A recomendação é de 11mg/dia e esses valores 
também só são atingidos com suplementação. É indicado, inclusive, que a suplementação de 
zinco seja feita junto com a de ferro. Os alimentos ricos em zinco são ostras, frutos do mar, 
peixes, fígado, peru e carnes. 


Proteínas


A nutricionista Simone Freire explica que a ingestão adequada de proteínas tem relação direta 
com a velocidade de formação dos tecidos da gestante e do bebê. O valor recomendado para 
grávidas é de 71g por dia, sendo que metade desse valor deve provir de carnes, aves e ovos e a 
outra metade, de alimentos de origem vegetal, como os feijões e derivados. 



Carboidratos


A necessidade de carboidratos aumenta porque o metabolismo da gestante está mais 
acelerado e, por conta disso, precisa de mais energia. A indicação é de 175g de carboidratos 
por dia. Arroz, batata, massas em geral, mandioca, pães, bolachas, aveia e granola são 
excelentes fontes desse elemento. 
“Lembre-se, nunca tome medicamentos, suplementos ou vitaminas durante a gravidez sem a 
orientação do seu médico.” 

Fonte: http://minhavida.uol.com.br/familia/galerias/16287-omega3-na-gravidez-reduz-risco-de-parto-prematuro-egarante-bebe-mais-saudavel



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