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Paraguaios retomam bloqueio da Ponte Internacional da Amizade

Protestos na fronteira tiveram início às 7h30 desta segunda-feira (27). Transportadores querem que governo flexibilize a chamada ‘tolerância zero’.

Por:
27/05/2013 às 09h51
Paraguaios retomam bloqueio da Ponte Internacional da Amizade

Fabiula WurmeisterDo G1 PR, em Foz do Iguaçu


 

Manifestantes paraguaios retomaram na manhã desta segunda-feira (27) os protestos nas principais fronteiras do país com o Brasil e a Argentina. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, na região de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, eles bloquearam o trânsito na Ponte Internacional da Amizade por volta das 7h30. Os “paseros”, como são conhecidos os pequenos transportadores de mercadorias, protestam contra o rigor na fiscalização contra o contrabando anunciada pelo presidente Federico Franco no dia 13 de maio.

A série de protestos contra a chamada “tolerância zero” teve início no dia 16 de maio e ganharam força no dia seguinte, com bloqueios às rodovias e às pontes de acesso aos países vizinhos. No dia 17, as manifestações em Ciudad del Este, vizinha a Foz do Iguaçu, deixaram o trânsito na região da Ponte da Amizade parcialmente interrompido por quase dez horas. Em acordo prévio com o governo, a liderança do movimento havia decidido pela trégua até a volta do presidente Franco, que estava em viagem à Taiwan, no dia 24 de maio.

Os transportadores exigem que a cota mensal de isenção para a importação, por pessoa, passe dos atuais US$ 150 para US$ 500. Eles reivindicam ainda que o governo flexibilize, nas regiões de fronteira, a lista de produtos autorizados a entrar no país em pequenas quantidades. “A maioria destes produtos que o governo quer controlar não é produzida no Paraguai. Este rigor na fiscalização não tem sentido”, declarou na época à radio paraguaia 730 AM, Carlos Maldonado, um dos líderes do movimento.

Após o bloqueio desta segunda, sacoleiros e pequenos comerciantes brasileiros também aderiram ao protesto fechando o lado brasileiro da Ponte. Eles reclamam que operações feitas pela Receita Federal, Exército, e outros órgãos de fiscalização causam prejuízos ao comércio, porque diminuem o movimento de compristas.


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