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Empresário suspeito de ligação com o Hezbollah paga fiança e é solto

Libanês, naturalizado brasileiro, pagou R$ 26 mil de fiança no sábado (24). Ele também é suspeito de aplicar golpes no setor têxtil em quatro estados.

Por:
27/05/2013 às 10h03
Empresário suspeito de ligação com o Hezbollah paga fiança e é solto

 

 

 

 

Bibiana DionísioDo G1 PR


 

Um empresário libanês, naturalizado brasileiro, que foi preso por ser suspeito de aplicar golpes no setor têxtil e de ter ligação com o partido político xiita Hezbollah, foi solto no sábado (25) após pagar fiança de R$ 26 mil. Inicialmente, o valor arbitrado foi de R$ 50 mil, porém, o advogado que representa o empresário conseguiu reduzir a quantia. O comerciante estava detido no 12º Distrito Policial, em Curitiba, desde segunda-feira (20).

O empresário tem duas lojas de roupa na capital paranaense e vive há mais de 20 anos no país. Ele foi detido porque, de acordo com a polícia, não pagava os fornecedores. A investigação é coordenadora pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), que divulgou que 20 empresários do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais foram lesados. Ainda conforme a polícia, o golpe era aplicado há um ano e causou às vítimas prejuízo de R$ 10 milhões.

Também recai sobre o comerciante a suspeita de que ele enviava dinheiro para manter o Hezbollah, que é acusado pelos Estados Unidos de apoiar atos terroristas contra aliados de Israel. O governo americano, informou a polícia, enviou ao Nurce documentos que comprovariam as ligações do libanês com o grupo político. As investigações são mantidas em segredo.

O comerciante nega as suspeitas. Um dos irmãos dele conversou com o G1. Ele não quis se identificar, mas disse que as suspeitas da ligação com o Hezbollah não têm fundamento. Ele considerou que a polícia agiu mal e “fez declarações irresponsáveis”. “Como pode acusar um libanês, naturalizado brasileiro, que é casado, tem filho, tem propriedade no Brasil? É chocante. Nós, lojistas, nos sentimos inseguros e humilhados”, disse. Segundo ele, o comerciante chegou a comprar jaquetas da pessoa que realmente aplicou o golpe e agora é acusado por um crime que foi praticado por outra pessoa.

Apesar de ter sido libertado, de acordo com a Polícia Civil, o comerciante vai responder por receptação, falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.


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