Terça, 07 de Julho de 2026
14°C 23°C
Cambará, PR
Publicidade

Preços das commodities agrícolas mantêm queda

Por:
27/06/2013 às 10h21
Preços das commodities agrícolas mantêm queda

Do Portal do Agronegócio


 

 

As cotações de trigo e de milho lideraram as perdas na Bolsa de Chicago com quedas de 19,5% e 7%, respectivamente. Na semana passada, as cotações dos produtos sofreram sua maior queda em 18 meses, e o Índice de Preços Agrícolas, referente aos preços no atacado no mercado interno, caíram 0,9%. Segundo fontes consultadas pelo DCI, essa situação deve permanecer por mais 15 dias ou até por mais de um mês.

Além da mudança de direção da autoridade monetária norte-americana, as cotações também foram influenciadas pela rejeição do Senado do país à Farm Bill, a lei de política agrícola que liberaria US$ 940 bilhões à agricultura nos próximos dez anos.
 
Os preços só deixarão de sofrer com o impacto das políticas monetárias internacionais em agosto

Por parte da China, a indicação de que o banco central do país também reduza a liquidez, promovendo uma crise de crédito, também afetou a precificação das commodities em Chicago.
 
O diretor da consultoria Job Economia, Julio Borges, explica que a restrição monetária nos Estados Unidos está atraindo investidores estrangeiros ao país, na medida em que a decisão indica que a economia norte-americana está se recuperando e há possibilidade de uma alta na taxa de juros, o que daria mais rentabilidade aos investidores.
 
Apesar de acreditar que esse movimento tem prazo para acabar, o analista ressalta que a tendência das cotações é ficar em um patamar menor neste ano por causa das safras recordes no Brasil e nos Estados Unidos, principalmente no caso do milho.
 
O diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Sergio Bortolozzo, indica que os preços só deixarão de sofrer com o impacto das políticas monetárias internacionais em agosto, período em que deve ocorrer a definição do tamanho dos grãos e, consequentemente, da capacidade de produção do cereal norte-americano.
 
Já o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, acredita que, "em 15 dias, [as cotações] devem se recuperar em patamares anteriores na próxima safra com cotação parecida com a da safra anterior".
 
Porém, nas projeções da GO Associados divulgadas ontem em boletim, a cotação média da soja neste ano deve ficar 2% abaixo do preço médio do ano passado, o preço médio do milho deve cair 4%; o do açúcar, 18%; e o do café, 22%. Apenas para o algodão a projeção é positiva, com perspectiva de alta de 4%.
 
Câmbio e importação
 
A valorização do dólar, resultado da nova política monetária dos EUA, está compensando a queda dos preços agrícolas e garantindo a margem dos produtores na comercialização, principalmente no caso do açúcar, afirma o analista Julio Borges.
 
Desde o início de maio, quando o dólar estava cotado a R$ 2,01, a moeda já acumula valorização de mais de 12%.
 
O movimento tem outro efeito, porém, que é o de aumentar o preço dos insumos, já que o País depende de importação. Desde 2012, o preço dos fertilizantes aumentou 20%, e em três anos já subiu 30%. Rosa, da Aprosoja, afirma que está preocupado com o cenário dos próximos meses, já que a tendência é que o dólar continue refletindo nos custos que o produtor terá pela frente. Ele acredita que apenas o preço dos fertilizantes tenha margem para subir entre 15% e 30%.
 
O diretor da Aprosoja ressalta que os agricultores que fecharam contratos futuros de fertilizantes antes da subida das cotações nos últimos dois meses conseguiram se preservar do efeito cambial. Quem perdeu nesse movimento, assinala, foram as misturadoras, que importam a matéria-prima e compõem o produto no País. "Mas o produtor que comprar os fertilizantes depois pagará mais, porque a misturadora vai buscar compensar o que perdeu e vai acrescentar o aumento de agora."
 
Os custos maiores devem se unir ao gasto com frete, que deve ficar mais caro com o início do escoamento da 2ª safra de milho, que já começou a ser colhida.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Everton Muchagata durante entrevista para a Rádio CirculandoFM - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando
Efeitos da Guerra Há 2 meses

Guerra no Oriente Médio pressiona custos e acende alerta no Norte Pioneiro

Produtores rurais já sentem impacto direto na precificação, que ultrapassa 30%, segundo representante do setor

Deputado Arnaldo Jardim e Paulo Leal - Foto: Da assessoria da Feplana/Especial para o Jornal Circulando
AGROENERGIA Há 3 meses

FEPLANA reforça protagonismo político e homenageia Arnaldo Jardim em Brasília

“Fico lisonjeado e agradecido pela oportunidade de conviver com um homem público tão íntegro, preparado e generoso. Sua trajetória nos mostra que a boa política se constrói com conhecimento técnico, diálogo e espírito público”, afirma Leal.

Luiz Roberto Saldanha Rodrigues - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando
Cafés Especiais Há 4 meses

Produtor do Norte Pioneiro assume presidência da BSCA e reforça protagonismo do café especial paranaense

“É uma honra poder contribuir com a entidade que representa os cafés especiais do Brasil e que me acolheu desde o início da minha caminhada”, afirmou Luiz Roberto

Foto: Crédito - Shutterstock
SUINOCULTURA & CLIMA Há 5 meses

Mudanças climáticas impõem novos desafios à suinocultura e aceleram busca por soluções nutricionais

A elevação das temperaturas e as ondas de calor já impactam o desempenho dos suínos e pressionam o setor a adotar novas estratégias nutricionais, tema abordado por pesquisador da UFMG em livro lançado pela Novus.

Produtor Rural cobra agilidade nas política públicas da agricultura em Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini / Arquivo Jornal Circuladno - 02/02/2026
INFRAESTRUTURA RURAL Há 5 meses

Produtores rurais cobram agilidade da gestão de Cambará em audiência pública

Audiência pública em Cambará expõe insatisfação de produtores com a lentidão da gestão municipal e concentra debate sobre obra de R$ 16 milhões que prevê a pavimentação de 10 quilômetros de estradas rurais

Cambará, PR
18°
Tempo limpo
Mín. 14° Máx. 23°
18° Sensação
2.16 km/h Vento
76% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h01 Nascer do sol
17h48 Pôr do sol
Quarta
23° 11°
Quinta
25° 10°
Sexta
27° 11°
Sábado
29° 14°
Domingo
24° 17°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 +0,57%
Euro
R$ 5,89 +0,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 347,229,49 -1,05%
Ibovespa
172,020,69 pts -0.25%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias