
Da Emater
O cultivo de palmeiras para a produção de palmitos e frutos, e de oliveira para a fabricação de azeite foi um dos temas debatidos durante a Expofeira do Café Indústria, Comércio e Pecuária de Ribeirão Claro, na última quinta-feira, dia 4 de julho. Enilton Sick Coutinho, da Embrapa-Pelotas, falou sobre as oliveiras e o potencial da cultura. Já o cultivo de palmeiras foi abordado por Cirino Correia Júnior, do Instituto Emater, que orientou a implantação de um projeto para a exploração do palmito juçara e pupunha na região.
| Inicialmente a atividade será introduzida em cerca de 50 propriedades, mas a meta é, em cinco anos, chegar a 150 produtores |
As palestras têm como público os produtores e lideranças locais e iniciam a divulgação de informações sobre o projeto de palmeiras que será implantado em Ribeirão Claro. De acordo com Cirino Correia Júnior, as regiões Norte e Noroeste do Paraná apresentam condições ideais para a produção das palmeiras e a cultura pode melhorar, sensivelmente, a geração de renda nas propriedades rurais, razões que levaram o Instituto Emater a desenvolver o projeto com o apoio da prefeitura.
| De acordo com Cirino Correia Júnior, a orientação é que os produtores adotem um plano de manejo florestal sustentável para a espécie Juçara ou o uso da palmeira pupunha |
Inicialmente a atividade será introduzida em cerca de 50 propriedades, mas a meta é, em cinco anos, chegar a 150 produtores. Ao final desse período espera-se que a área com palmeiras na região atinja 450 hectares. A expectativa é que os plantios produzam 4.050 toneladas anuais de palmito. Além da renda para os produtores, a atividade pode gerar cerca de 500 empregos entre o trabalho nas lavouras e nas indústrias de beneficiamento do palmito. A prefeitura dará apoio com máquinas, equipamentos, aquisição de sementes e produção de mudas. Caberá aos produtores a responsabilidade pelo plantio e condução das atividades, segundo as orientações dos extensionitas do Instituto Emater e sujeitos à fiscalização do IAP. A contrapartida dos produtores será o preparo das áreas e a mão-de-obra para a implantação e condução dos plantios.
De acordo com Cirino Correia Júnior, a orientação é que os produtores adotem um plano de manejo florestal sustentável para a espécie Juçara ou o uso da palmeira pupunha. A primeira será indicada para áreas de reserva legal, dentro de padrões estabelecidos pelas autoridades ambientais. A palmeira Pupunha, por sua vez, será indicada para áreas já abertas e que tradicionalmente são ocupadas pela agricultura. Segundo os cálculos dos técnicos, a pupunha poderá gerar um rendimento líquido de R$17.500/ha/ano a partir do quarto ano do plantio, levando-se em conta o preço atual de R$2,50 por haste. A palmeira Juçara, que dá apenas um corte, poderá render R$ 18.000/ha/ano ao produtor, a partir do preço de R$ 4,00 a haste. O projeto ainda prevê que parte do cultivo de Juçara seja preservada para a produção de sementes e regeneração natural.