
Curitiba
Amanda Milléo da Gazeta
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| A designer Luciane Suzuki pratica corrida e prefere a noite para os treinos. O aeroviário Mathias Borges corre tanto na academia quanto ao ar livre |
Não é preciso ter habilidades específicas para começar a correr na rua. A facilidade em praticar a qualquer momento e lugar tem atraído mais pessoas para a modalidade, realizada muitas vezes em grupos. Para os especialistas, correr com amigos tende a ser mais benéfico que sozinho, pois cria laços de amizade, mantém a perseverança e gera uma competição saudável.
No dia 12 de outubro, a Corrida do Povo Revezamento Solidário 2013 irá por em prática esses conceitos, a sinergia positiva de corredores que competirão em duas, quatro ou oito pessoas. A prova é noturna e organizada pela Gazeta do Povo em parceria com a Thomé & Santos Eventos Esportivos no Parque Barigui, em Curitiba.
Planejar uma corrida a partir do desempenho de cada corredor, ou competir com um parceiro – tentando alcançar quem está a sua frente, acelerando o ritmo, percebendo que é possível ultrapassá-lo e, em alguns segundos, conseguir – são aspectos que motivam. O incentivo que o outro gera durante a corrida é, segundo o diretor técnico da assessoria de corrida Assessocor, Edson Bortolaci, um dos principais benefícios ao correr em grupo e competitivamente. “Você é estimulado pela outra pessoa. Se for um amigo, a motivação é ainda maior”, diz. Para Bortolaci, a competição é natural do ser humano, mas não adianta praticar com quem está em um ritmo mais, ou menos, acelerado que você. “O melhor é correr com quem está no mesmo nível. Se estiver com um iniciante, a pessoa vai alternar a corrida com caminhadas, e para quem está com uma condição física mais elevada, é monótono ficar parando a todo tempo”, explica.
Por outro lado, para quem está começando, ficar próximo de pessoas mais preparadas eleva o treinamento. “Prefiro correr sempre com outras pessoas, porque quando é alguém mais avançado, o ritmo aumenta e me motiva. Se é com pessoas novas na corrida, sou eu quem as incentivo. O treino é sempre melhor quando é em grupo”, relata a psicóloga Barbara Olsen, que começou a correr em 2010, e toda semana pratica a atividade com diversas pessoas, com velocidades diferentes.
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| O engenheiro florestal Ronaldo Gnypek (à direita) reuniu mais sete amigos e desde o último mês treinam para a Corrida do Povo 2013 |
Cultivando amizades
Buscar quem realmente gosta de correr e não faz apenas por atividade física também contribui com a prática nas ruas. “Correr é uma atividade monótona e muita gente não gosta de correr na rua, prefere as esteiras, com a tevê na frente. O melhor é buscar o grupo que goste de correr. E não há um número ideal para isso”, explica o professor doutor em fisiologia e revisor científico da Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, Alberto Inácio da Silva.
Reunidos em oito, os amigos do engenheiro florestal Ronaldo Gnypek costumam correr juntos em competições e consideram a experiência em grupo muito melhor que sozinhos. “Nossa ideia é unir o pessoal e se divertir em volta de algo saudável, independentemente do tempo de prática que cada um tem. Na nossa equipe temos quem corre há algum tempo, gente que começou há pouco, mas todos faziam algum tipo de atividade física”, conta. Ronaldo e os amigos participarão da Corrida do Povo na modalidade de octetos.