
Curitiba
Redação da Gazeta
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| Antônio César Bochenek, presidente da Associação dos Juízes Federais do Paraná (Apajufe) |
Estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que, de cada 100 processos em trâmite no Judiciário brasileiro, somente 30 foram solucionados em 2012. O Judiciário do Paraná conclui 27% de suas ações no ano passado, seguindo a porcentagem de conclusão dos Judiciários estaduais (26%). Os dados fazem parte do relatório Justiça em Números, divulgado ontem.
O estudo apontou que, no ano passado, 92,2 milhões de processos estavam em tramitação em todo sistema judicial brasileiro, sendo 31% (28,2 milhões) de casos novos. Desse montante, 27,8 milhões (30% do total) tiveram uma conclusão.
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| TJ-PR: Judiciário paranaense resolveu 27% dos casos em 2012 |
Mais rápidos
O estudo revela que, de modo geral, os processos são analisados com mais rapidez na Justiça Federal e na Justiça do Trabalho do que na Justiça Estadual.
De acordo com o CNJ, os magistrados julgaram mais processos em 2012, se comparado com os anos anteriores. A cada juiz coube sentenciar em média 1.450 processos, resultado 1,4% acima do registrado em 2011. Ainda assim, houve pouco reflexo na chamada “taxa de congestionamento”, que mede o porcentual de processos em tramitação que não foram solucionados durante o ano. Em 2012, a taxa ficou em 69,9%, ante 70,9% em 2011.
“A quantidade de processos que ingressam cresce mais significativamente que o quantitativo de sentenças e o de baixas. Tal desempenho ocasionou a queda de 4,3 pontos percentuais no índice de baixados por caso novo no quadriênio, o qual tem registrado, desde 2011, índices abaixo de 100%, o que indica que não se consegue baixar nem mesmo o quantitativo de processos novos que ingressaram”, conclui o estudo.
O relatório do CNJ também elaborou um ranking de produtividade, que mostra os resultados por estado. O estudo mostra uma evolução do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) em tamanho e produtividade. “O caso do Tribunal de Justiça do Paraná merece destaque, pois aponta um crescimento em todos os indicadores de estrutura, força de trabalho e litigiosidade. Mediante essas alterações passou a constituir o grupo dos tribunais de grande porte ao mesmo tempo em que viu sua eficiência ser elevada”, diz o relatório.
A produtividade dos juízes de 1.º grau do Paraná foi de 116% – o que indica que julgaram mais processos do que os que deram entrada. Ela foi superior a da média brasileira da 1.ª instância (96%). Os magistrados paranaenses conseguiram baixar um número de ações maior que o total de novos processos do ano (1 milhão ante 863,8 mil). Já produtividade dos desembargadores paranaenses (magistrados da 2.ª instância) foi inferior à nacional (90% ante 96%).
O ranking mostra que a produtividade em dez tribunais do país é especialmente “preocupante” – Goiás, Bahia, Paraíba, Tocantins, Espírito Santo, Piauí, Pernambuco, Mato Grosso, Roraima e Ceará. Nesses estados, a produtividade dos magistrados é baixa e a taxa de congestionamento é elevada.
