
Curitiba
Haraon Bertacini
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| Representantes de Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Alemanha estiveram em Curitiba para trocar experiências sobre as cooperativas |
Representantes do cooperativismo de crédito da Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Alemanha participaram da reunião de gerentes das cooperativas de crédito do Cone Sul, promovido pelo Sicredi e pela DGRV (Confederação Alemã de Cooperativas). O encontro ocorreu na última semana e teve o objetivo de trocar experiências entre as cooperativas dos países. "Nós prezamos por esse intercâmbio, pela troca de conhecimento e de experiências", afirma Adilson Félix de Sá, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP.
De acordo com Oliver Thomas, diretor da DGRV para a América do Sul, o encontro, que ocorreu entre os dias 16 e 18 de outubro, pode ser considerado um sucesso, pois permitiu aos países da América Latina conhecerem a experiência bem-sucedida do Brasil com o cooperativismo - considerado um dos países mais avançados do mundo nesse quesito. "Esse intercâmbio de informações e experiências tem valor muito grande para os participantes. Isso fortalece as estruturas dessas cooperativas", afirma Thomas.
Entre os destaques do seminário, que contou com diversas palestras, estão o sistema de CRM (Costumer Relationship Management ou Gestão de Relacionamento com o Cliente) implantado pelo Sicredi, seu modelo de remuneração, e a valorização do talento humano. "O projeto de CRM do Sicredi pode ser adotado em vários outros países, pois foi discutido a fundo sua implantação e funcionamento", avalia Thomas.
O gerente de projetos da Central Sicredi, Jeferson Coser, revela que a instituição usa o software mais completo voltado a esse objetivo, agregando as mais variadas funções. Segundo ele, o CRM tem facilitado muito o trabalho, principalmente no que diz respeito ao acompanhamento das atividades dos colaboradores e dos associados. "O CRM nos permite ter uma visão 360° das operações e serviços", completa.
Na avaliação de Sá, embora os países tenham vindo conhecer o modelo cooperativista brasileiro, que hoje encontra-se regulamentado através de uma Lei própria para as cooperativas de crédito, a integração entre as cooperativas é um objetivo do DGRV. "Mesmo com diferenças de historia, tamanho e principalmente de regulação em seus países, em nossas discussões, identificamos os desafios, trocamos ideiase propomos ações que contribuem para o fortalecimento das cooperativas de crédito na América do Sul", diz.
A lição que pode ser percebida pelo Sicredi está no relacionamento com os seus associados. "Quando se cresce muito, corre-se o risco de se distanciar dos sócios e a troca de experiências com essas cooperativas contribui para mantermos o foco na proximidade e desenvolvimento de nossos sócios e comunidade", avalia. A instituição tenta manter essa proximidade por meio dos programas "Crescer"e "Pertencer", que objetivam instruir os associados sobre o funcionamento do Sicredi disseminando os valores do cooperativismo. "Nossa ideia é formar o associado como cooperativista", explica.