
Curitiba
da Gazeta
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| Manifestantes cantaram e dançaram em frente ao TJ-PR durante o protesto |
Manifestantes a favor do feriado do Dia da Consciência Negra promovem um protesto na tarde desta terça-feira (12) em Curitiba. Desde as 15h30, cerca de 50 pessoas estão reunidas em frente à Associação Comercial do Paraná (ACP) - autora do processo que suspendeu o feriado na capital - realizando panfletagens e orientando a população sobre a importância da data.
O início do ato foi por volta das 13 horas, em frente ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), no Centro Cívico. Membros do comitê em defesa do feriado pretendiam ser recebidos tribunal para entregarem ao órgão uma carta de repúdio ao cancelamento do recesso à população.
De acordo com Michele Ribeiro, integrante da Rede de Mulheres Negras em Curitiba, o pedido não foi atendido, e a carta não pode ser deixada no TJ, de onde eles saíram em caminhada rumo à ACP.
Michele cita que a intenção do protesto desta terça é sensibilizar não apenas os órgãos e pessoas diretamente envolvidos na polêmica, mas toda a população da cidade. “Aqui estão diversos movimentos negros organizados fazendo a divulgação da importância do feriado como um marco para a cidade de Curitiba, como um ato de mobilização para alcançarmos a igualdade racial.”
Os participantes do ato reivindicam a retomada do feriado, que seria comemorado no dia 20 de novembro, mas que foi cancelado por uma liminar da Justiça obtida pela Associação Comercial do Paraná (ACP). A associação argumenta que a lei aprovada pela Câmara dos Vereadores no ano passado é inconstitucional e que o feriado causaria grandes prejuízos às vendas na cidade.
Câmara vai ao STF
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) deve enviar nesta quinta-feira (14) um pedido de manutenção do feriado do Dia da Consciência Negra ao Superior Tribunal Federal (STF). O presidente da Casa, o vereador Paulo Salamuni (PV), havia anunciado que entraria com a ação já na última sexta-feira (8), mas, de acordo com a procuradoria jurídica da CMC, a reclamação requer um embasamento muito específico, o que justifica a demora.
Do outro lado, a ACP, responsável pela liminar que pediu o cancelamento do feriado, assegura que vai manter sua posição contrária ao recesso. “Para nós, esse feriado é inconstitucional. Lamentamos que a Câmara não tenha sensibilidade para entender que isso é prejudicial para a economia paranaense”, rebateu o presidente Edson José Ramon em entrevista à Gazeta do Povo nesta segunda-feira (11).