
Curitiba
Fernando Jasper
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| Empresa paranaense arrematou dois lotes em leilão realizado nesta quinta |
A Copel arrematou nesta quinta-feira (14) dois lotes no leilão de sistemas de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Quando as linhas e subestações estiverem funcionando, vão gerar uma receita anual de R$ 94 milhões à empresa, o equivalente a 67% de seu atual faturamento na área de transmissão.
A Aneel estima que as obras vão exigir investimentos de R$ 1,635 bilhão, dos quais R$ 854 milhões serão desembolsados pela Copel. O restante caberá à estatal federal Furnas, sócia minoritária da empresa paranaense no consórcio que arrematou o maior dos 13 lotes licitados ontem.
Considerando a fatia da Copel (de 50,1% em uma das concessões e de 100% na outra), os dois empreendimentos vão agregar 457 quilômetros à carteira de ativos de transmissão da empresa, hoje com 2.175 quilômetros.
Antes do leilão desta quinta, a Copel já havia arrematado outros 12 lotes, com um total de 2.015 quilômetros, em pouco mais de três anos. Quando começarem a funcionar, entre janeiro de 2014 e maio de 2016, eles vão gerar uma receita total de R$ 203 milhões ao ano.
Concessões
As duas concessões conquistadas nesta quinta pela Copel contemplam obras no Paraná. A principal envolve a construção de três subestações e três linhas de transmissão, com 847 quilômetros ao todo. Uma das linhas ligará a localidade de Bateias, em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) à cidade de Itatiba (SP). As demais ficarão no estado de São Paulo.
Copel e Furnas vão receber R$ 174,4 milhões por ano pelo empreendimento, valor máximo previsto no leilão – nenhuma outra empresa apresentou proposta. As linhas e subestações devem entrar em funcionamento 42 meses após a assinatura do contrato de concessão.
O outro lote vencido pela Copel, o F, abrange a construção da subestação Curitiba Norte e de uma linha de transmissão de 33 quilômetros entre essa unidade e a localidade de Bateias. A Copel se propôs a receber R$ 6,7 milhões ao ano – 5% menos que o teto estipulado pela Aneel – pela operação desses ativos, que têm prazo de 30 meses para ficar prontos.
Sem interessados
Três dos 13 lotes licitados ontem pela Aneel não receberam qualquer oferta, o que reforça a percepção de que a dificuldade para obter licenças ambientais e resolver questões fundiárias vem reduzindo o apetite dos investidores. Os dois leilões anteriores de 2013 também tiveram empreendimentos que não atraíram interessados. No pregão de ontem, os dez lotes arrematados tiveram deságio médio de 7,2%, e vão render R$ 342,3 milhões ao ano aos vencedores.