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| Deputado Nelson Padovani (PSC-PR) argumenta que a disponibilização de recursos por meio do Finame PSI teve um impacto altamente positivo para o segmento de máquinas agrícolas, fazendo com que as montadoras superassem a crise de 2012, quando as vendas caíram mais de 40%. |
Brasília
Claudivan Santiago
A exemplo do que fez no ano passado, neste ano o deputado federal Nelson Padovani (PSC-PR) vai solicitar novamente ao Ministério da Fazenda a prorrogação, para 2014, das taxas e condições do Programa de Sustentação do Investimento (Finame PSI), que financia a aquisição de bens de capital, como máquinas e equipamentos agrícolas, ônibus e caminhões, e inovação tecnológica. Para isso, ele está requerendo a realização de uma audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara especialmente para tratar do tema. O programa expira em 31 de dezembro próximo.
Padovani argumenta que a disponibilização de recursos por meio do Finame PSI teve um impacto altamente positivo para o segmento de máquinas agrícolas, fazendo com que as montadoras superassem a crise de 2012, quando as vendas caíram mais de 40%. Neste ano, o governo disponibilizou R$ 100 bilhões para o programa. Desse total, R$ 85 bilhões via BNDES e mais R$ 15 bilhões pelo sistema bancário.
De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), até o mês de outubro foram comercializados mais de 71 mil equipamentos agrícolas, principalmente colheitadeiras. A marca é a melhor dos últimos 36 anos. “Só em exportação alcançamos mais de três bilhões de dólares, um aumento de 21,5% em relação a 2012. Isso prova o quanto o Finame PSI é importante para a agricultura e para a economia do País”, defende o deputado.
O aumento nas vendas de máquinas agrícolas em todo o País, segundo Padovani, se deve principalmente ao bom desempenho da
| “Uma máquina agrícola não é como um imóvel qualquer, que a gente compra e ele se valoriza. Pelo contrário, ela se deprecia. E o produtor precisa fazer a troca a cada 15 anos..." Deputado Nelson Padovani |
agricultura, e também à maior oferta de crédito por meio do programa governamental. Justamente por isso - e temendo sofrer com uma nova queda nas vendas - o setor tem pressa numa definição por parte do governo, e precisa de garantias reais, porque trabalha com medidas de longo prazo.
“Uma máquina agrícola não é como um imóvel qualquer, que a gente compra e ele se valoriza. Pelo contrário, ela se deprecia. E o produtor precisa fazer a troca a cada 15 anos. Porque vão surgindo modelos novos, com mais tecnologia, que permitem economia no consumo de combustível, no plantio de sementes e até ajudam na conservação do solo”, ressalta o parlamentar.
O governo federal já deu sinais de que irá prorrogar o Finame PSI, mas possivelmente a uma taxa de juros anual de 9%. “Para nós, do segmento rural, é muito importante que esse programa seja prorrogado. Mas uma taxa de 9% é impraticável, o setor não aguenta. O ideal é que tivéssemos uma taxa inferior a 3% em 2014. Mas como isso não é possível, que pelo menos seja mantido o índice atual, de 3,5% ao ano”, conclui Nelson Padovani.