Terça, 07 de Julho de 2026
14°C 23°C
Cambará, PR
Publicidade

Paraná enrijece normas para garantir qualidade do leite

Os produtores têm dois meses para se adequar a nova portaria

Por:
25/11/2013 às 09h31
Paraná enrijece normas para garantir qualidade do leite

Dá Assessoria


 

Três portarias da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, tornam mais rígidas as normas para fornecimento e recebimento de leite na indústria paranaense. Os produtores terão de comprovar a ausência de tuberculose e brucelose de todo rebanho leiteiro e apresentar certificação de vacinação contra brucelose. Laticínios que não entregarem a documentação por parte de seus fornecedores também não poderão comercializar o leite.

As novas normas fortalecem o Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT) para garantir a qualidade do leite comercializado no Paraná, que vem trabalhando para se tornar um estado livre de zoonoses. “Estamos intensificando as ações para que o Paraná comercialize leite de qualidade, garantindo a saúde da sua população”, disse o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara.

VACINAÇÃO – Uma das portarias se refere à vacinação contra a brucelose. Segundo a médica veterinária da Adapar, Mariza Koloda, a vacina contra esta zoonose já é obrigatória desde 2002. Mas o produto mais indicado e eficaz disponível no mercado, conhecido como vacina B19, é aplicado somente uma vez na vida do animal, entre os três a oito meses de idade. Os animais que não forem vacinados no período recomendado não podem mais receber o medicamento, sob risco do resultado do exame dar falso positivo.

A alternativa que deverá ser adotada será a obrigatoriedade da vacina RB51, que pode ser aplicada em animais acima dos nove meses. Mariza destaca que a prioridade é vacinar os animais até os oito meses de idade com a B19. Caso o produtor deixe passar esse período, será autuado e multado e obrigatoriamente terá que recorrer à RB51 e apresentar o atestado de vacinação.

Os produtores têm dois meses para se adequar a esta portaria, que entra em vigor efetivamente em 19 de janeiro de 2014. Após esta data, todos os animais do rebanho devem obrigatoriamente estar vacinados contra a brucelose, seja com a vacina B19 entre três e oito meses ou com a RB51 acima dos nove meses.

PRODUTORES – Outra medida adotada envolve os produtores de leite do Estado. A partir de 1.º de junho de 2014 somente poderão fornecer leite aos laticínios os produtores que comprovarem os exames de brucelose e tuberculose de todo o rebanho leiteiro, além do atestado de vacinação contra a brucelose.

O produtor também poderá adotar para a proteção de seu rebanho e a valorização dos produtos a certificação da propriedade como Livre de Brucelose e Tuberculose. A certificação de propriedades iniciou em 2005 e obedece aos princípios técnicos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

As propriedades certificadas no Paraná recebem uma placa de identificação, que é colocada na porteira da propriedade, indicando o status sanitário conquistado. Atualmente o Paraná conta com 55 propriedades certificadas e outras 20 estão em processo de certificação.

LATICÍNIOS – Já aos laticínios cabe exigir os exames do rebanho leiteiro de seus fornecedores de leite in natura, não podendo receber e comercializar o produto das propriedades que não comprovarem os exames de brucelose e tuberculose e a vacinação contra a brucelose em seu plantel.

Koloda pede atenção aos laticínios que recebem leite de produtores de outros estados. “É importante destacar que o estabelecimento deve apresentar à Adapar o relatório de todos os seus fornecedores e não poderá receber ou comercializar o produto oriundo de propriedades que não apresentarem os laudos e atestados, sejam eles produtores do Paraná ou de outro Estado”. Esta medida também entra em vigor em 1.º de junho de 2014.

ZOONOSES - A brucelose e a tuberculose são comuns aos animais e aos seres humanos. A contaminação pode ocorrer tanto no contato direto com o animal contaminado como na ingestão de leite não pasteurizado de animais doentes.

De acordo com a veterinária Mariza Koloda, são doenças graves e que podem causar sérios danos à saúde dos animais e dos humanos. Para o gado, ambas as doenças não possuem cura, sendo obrigatório o sacrifício sanitário dos animais que apresentarem reagentes positivos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Everton Muchagata durante entrevista para a Rádio CirculandoFM - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando
Efeitos da Guerra Há 2 meses

Guerra no Oriente Médio pressiona custos e acende alerta no Norte Pioneiro

Produtores rurais já sentem impacto direto na precificação, que ultrapassa 30%, segundo representante do setor

Deputado Arnaldo Jardim e Paulo Leal - Foto: Da assessoria da Feplana/Especial para o Jornal Circulando
AGROENERGIA Há 3 meses

FEPLANA reforça protagonismo político e homenageia Arnaldo Jardim em Brasília

“Fico lisonjeado e agradecido pela oportunidade de conviver com um homem público tão íntegro, preparado e generoso. Sua trajetória nos mostra que a boa política se constrói com conhecimento técnico, diálogo e espírito público”, afirma Leal.

Luiz Roberto Saldanha Rodrigues - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando
Cafés Especiais Há 4 meses

Produtor do Norte Pioneiro assume presidência da BSCA e reforça protagonismo do café especial paranaense

“É uma honra poder contribuir com a entidade que representa os cafés especiais do Brasil e que me acolheu desde o início da minha caminhada”, afirmou Luiz Roberto

Foto: Crédito - Shutterstock
SUINOCULTURA & CLIMA Há 5 meses

Mudanças climáticas impõem novos desafios à suinocultura e aceleram busca por soluções nutricionais

A elevação das temperaturas e as ondas de calor já impactam o desempenho dos suínos e pressionam o setor a adotar novas estratégias nutricionais, tema abordado por pesquisador da UFMG em livro lançado pela Novus.

Produtor Rural cobra agilidade nas política públicas da agricultura em Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini / Arquivo Jornal Circuladno - 02/02/2026
INFRAESTRUTURA RURAL Há 5 meses

Produtores rurais cobram agilidade da gestão de Cambará em audiência pública

Audiência pública em Cambará expõe insatisfação de produtores com a lentidão da gestão municipal e concentra debate sobre obra de R$ 16 milhões que prevê a pavimentação de 10 quilômetros de estradas rurais

Cambará, PR
21°
Tempo limpo
Mín. 14° Máx. 23°
21° Sensação
2.51 km/h Vento
64% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h01 Nascer do sol
17h48 Pôr do sol
Quarta
23° 11°
Quinta
25° 10°
Sexta
27° 11°
Sábado
29° 14°
Domingo
24° 17°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 +0,47%
Euro
R$ 5,89 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 348,018,85 -0,72%
Ibovespa
171,889,42 pts -0.32%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias