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Sem planejamento, cidades do PR correm risco de perder verbas

Para pleitear recursos para saneamento e resíduos sólidos em 2014, prefeituras precisam estar com planos municipais prontos

Por:
09/12/2013 às 09h27
Sem planejamento, cidades do PR correm risco de perder verbas

Curitiba

Felippe Anibal


 

Apenas 11% das prefeituras do estado já fizeram o Plano de Saneamento e outras 26% terminaram o Plano de Gestão de Resíduos


Dezenas de municípios paranaenses correm o risco de ficar impedidos de pleitear verbas federais para aplicar em saneamento e na gestão de resíduos sólidos. As cidades ameaçadas ainda não concluíram seus respectivos planos municipais, que são exigência dos Ministérios das Cidades e do Meio Ambiente para disponibilizar o dinheiro. O atraso no planejamento não se restringe à esfera do meio ambiente: mobilidade, saúde e educação são outras áreas sob alerta. Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 308 prefeituras do Paraná revela que apenas 11% finalizaram o Plano Municipal de Saneamento e outras 26% terminaram o Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos.

 

Por causa de detalhes técnicos, esses projetos precisam ser elaborados por um corpo especializado, com engenheiros ambientais, químicos e biólogos. O problema é que muitos municípios não têm dinheiro para contratá-los. Segundo a CNM, a alegação de 49% das cidades paranaenses é de que não começaram a fazer os planos em função da “inexistência de equipe técnica e da falta de recursos financeiros” para isso.

 

“O cobertor é curto e os municípios não têm recursos para gastar nisso. Se não tiver verba de fora [estadual ou federal], acho muito difícil que todos consigam fazer. O sinal amarelo está mudando para vermelho”, avalia o presidente da Associação dos Municípios Paranaenses (AMP), Luiz Lázaro Sorvos.

 

Lixões

A falta dos planos traz ainda outra dor de cabeça às cidades. De acordo com a Lei 12.305/10, os municípios brasileiros têm até agosto de 2014 para fechar seus lixões e destinar os resíduos sólidos a aterros sanitários, devidamente licenciados, sob pena de serem responsabilizados por crime ambiental. O planejamento é essencial para que as cidades consigam se livrar dos lixões.

 

De acordo com a Secre­­taria de Estado do Meio Ambiente (Sema), 214 municípios paranaenses ainda estão irregulares. Como saída, a Sema tenta estimulá-los a se organizarem em consórcios para implantar e gerir aterros sanitários de maneira compartilhada. O secretário Luiz Eduardo Cheida tem peregrinado pelas regiões do estado, se reunindo com grupos de prefeitos. Ele diz que seriam necessários 40 consórcios para cobrir todo o Paraná. Cada um teria seu próprio plano.

 

“Se os municípios agirem com rapidez, terão condições de ter iniciado a implantação dos aterros até o prazo. Ninguém vai ser insensato de penalizá-los se estiverem fazendo. O grande problema é que a grande maioria está imobilizada, parada, esperando acontecer”, afirma.


 

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