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Quedas e acidentes superam esportes em casos de fratura

Apesar da aparente violência, as atividades físicas de contato – como lutas e futebol – dificilmente resultam em ossos quebrados

Por:
06/01/2014 às 09h13
Quedas e acidentes superam esportes em casos de fratura

DIEGO ANTONELLI


 

A imagem da fratura de Anderson Silva rodou o mundo e chocou o público. O impacto do chute do lutador de MMA em Chris Weidman foi tão forte que quebrou os dois ossos da perna – tíbia e fíbula.

Os riscos de uma fratura dessas existem principalmente em esportes de contato, mas para isso acontecer é necessária uma somatória de fatores, como a força e o local do impacto, o que torna a quebra de um osso durante a prática esportiva menos comum do que em quedas e acidentes.

“O que aconteceu foi uma fatalidade e diversos fatores contribuíram para a lesão de Anderson Silva”, explica o chefe do setor de ortopedia do Hospital Cajuru, em Curitiba, Fabiano Kupczik. Ele afirma que isso pode acontecer com maior frequência em esportes de maior impacto, como lutas e futebol.

Lesões

No entanto, não é no esporte que se concentra a maioria das fraturas. “Na prática esportiva é mais comum ter rompimento de ligamentos e luxações, por exemplo”, salienta.

Kupczik relata que a incidência de fraturas é maior em duas situações: em quedas de pessoas mais idosas e em traumas provocados por acidentes de trânsito. “Uma colisão ou atropelamento pode provocar uma fratura em pessoas de quaisquer idades, já que são traumas de alto impacto”, ressalta o médico.

Na questão de quedas de pessoas com mais idade, o grande problema é a fragilidade óssea, já que muitas delas apresentam osteoporose. “Isso faz com que em qualquer tombo a pessoa possa fraturar o punho quando se apoia no chão”, explica. Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose, uma fratura provocada pela doença ocorre a cada três segundos, o que corresponde a 25 mil casos por dia em todo o mundo.

O tratamento para recuperar um osso fraturado nem sempre exige intervenção cirúrgica. Em diversos casos, opta-se apenas por engessar o membro até que o osso se recupere. Com a cirurgia, o tempo de recuperação tende a ser menor.

Casos de cirurgia

Contudo, nem todos podem passar pela mesa de cirurgia. “Em todo procedimento desses há riscos. Então, temos que analisar bem a situação para tomar a decisão correta”, destaca o ortopedista.

O tempo de recuperação do paciente varia conforme a idade, o grau de lesão e o osso fraturado. “Se a pessoa quebrar o fêmur o tempo poderá chegar a seis meses. Mas há situações em que 45 dias são suficientes”, diz Kupczik. Após a calcificação do osso, o paciente deverá passar por fisioterapia para recuperar plenamente os movimentos do membro fraturado.

 

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