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| Deputado Mauro Moraes é presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa |
Curitiba
Da assessoria
“A meta de redução das estatísticas ligadas ao crime no Paraná ainda não foi atingida, porém estamos caminhando muito bem”, comenta o presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Moraes, a respeito do recente relatório apresentado pela Secretaria de Segurança Pública, o qual aponta para uma redução de 18% no índice de homicídios no ano de 2013.
“Não há como negar o esforço e empenho de nossas forças de segurança em contribuir com o Programa Paraná Seguro. Os resultados são satisfatórios e merecem elogios. Contudo, a meta é ousada em nosso estado e temos por objetivo reduzir ainda mais a violência em todas as regiões do Paraná”, diz Moraes.
A SESP divulga a cada três meses um relatório parcial com o mapa da violência no Paraná. “A redução vem sendo gradual e permanente. Isso é animador”, comenta o parlamentar. De 2010 até o final de 2013, houve uma redução de 21,40% no índice de crimes contra a vida.
Para o secretário de Segurança, Cid Vasques, a redução do índice em 2013 está ligada ao sistema de operações, que envolvem apreensões de armas e drogas, bem como o cumprimento de mandados de prisão. Na capital, a queda foi de 11,22%, enquanto que na Região Metropolitana, que sempre concentrou os maiores índices quando o assunto é violência, a redução foi de 19%. O resultado também é satisfatório em outras regiões do Paraná: Paranaguá (-4,49%); Ponta Grossa (-4,04%), São Mateus do Sul (-48,65%), Guarapuava (-8%); Pato Branco (-19%); Francisco Beltrão (-19,23%); Cascavel (-30,2%); Foz do Iguaçu (-28,5%); Toledo (-34,38%); Campo Mourão (-21,43%); Maringá (-24,7%); Rolândia (-43,08%); Londrina (-42,61%); Telêmaco Borba (-22,58%).
Movimento Sem Violência; exemplo que pode ser seguido no interior do Estado
Movimento Curitiba Sem Violência é um marco na luta pela segurança
O Movimento Curitiba Sem Violência surgiu com o intuito de agrupar diversos segmentos da sociedade civil organizada em prol de um objetivo comum: a segurança na cidade. Empresários, estudantes, associações de bairros, líderes comunitários, entre outros grupos, sempre estiveram presentes em todas as passeatas organizadas pelo movimento. “Precisamos criar uma política contra a violência urbana e para isso precisamos de todos reunidos em um movimento só, onde buscaremos a ajuda do governo para atender as nossas solicitações”, disse o mentor do movimento, deputado Mauro Moraes.
Para o parlamentar, a questão não consiste apenas em evidenciar os números da violência, mas também propor alternativas para combatê-la, levando o tema para uma discussão aberta entre a sociedade e os poderes constituídos. “É preciso debater os problemas que geram a violência, como a falta de policiamento e de políticas voltadas exclusivamente ao combate à criminalidade”, pontuou. Dados levantados pelo deputado demonstram que em 1993, ou seja, há mais de 10 anos, a Polícia Militar contava com um efetivo de 20.200 policiais e hoje conta com pouco mais de 16 mil homens. “Venho pedindo ao governador que pelo menos reponha estes efetivos, para dar um pouco mais de segurança à Capital do Paraná”, disse o deputado.