

Brasília
Claudivan Santiago
Depois de muita pressão da bancada ruralista, o Plenário da Câmara retirou da Medida Provisória 627/13 a aplicação de uma taxa de 9,5% de PIS/Cofins sobre a exportação de soja. A MP, aprovada pela Câmara na terça-feira (dia 1º), muda a forma de tributação dos lucros obtidos por multinacionais brasileiras advindos de suas controladas no exterior. O deputado federal Nelson Padovani (PSC-PR) foi um dos parlamentares que lideraram a luta pela derrubada da nova taxa, segundo ele, porque seria um prejuízo a mais para a agricultura brasileira.
Padovani (foto) argumenta que a taxação da exportação da soja teria um impacto extremamente negativo para a economia. “Nós barramos essa medida primeiro porque seria temeroso para o País. A carga tributária brasileira é hoje a vigésima maior do mundo, e não há nada que justifique aumento de imposto neste momento”, frisou.
Ainda segundo o deputado paranaense, a aplicação de uma taxa de 9,5% de PIS/Cofins sobre a exportação de soja foi o tema dominante nas reuniões técnicas e políticas da Frente Agropecuária (FPA) desde a semana passada, onde foi montada uma verdadeira força-tarefa para derrubar a proposta em Plenário.
De acordo com cálculos da própria FPA, com base no preço médio de R$ 1.120,00 a tonelada da soja, o Brasil teria um impacto negativo de mais de US$ 4 bilhões, só com a cobrança do PIS/Cofins na exportação. “Isso seria um desastre para a economia. O que fizemos, ao dizer não a essa nova tributação, foi apenas defender os interesses do País. A agricultura é quem sustenta a nossa economia, e precisa de estímulos, não de impostos”, criticou Nelson Padovani.