
Por Carlos Roberto Francisquini/com assessoria
A Diretoria do Colégio Nossa Senhora das Graças, em parceria com a Escola da Inteligência, realizou na noite desta quarta-feira (06 de abril), o primeiro encontro da família de 2022.
O evento atraiu atenção ótimo público e debateu os desafios do século XXI e o papel da família na educação 4.0.
Juliana Aguiar, consultora sócio emocional da Escola da Inteligência, instituição fundada pelo Médico Psiquiátrico e escritor Dr. Augusto Cury, conversou com os pais de alunos do CNSG.
Mas afinal o que é educação 4.0?
Na página oficial da EI, está publicado que na prática a educação 4.0 e o projeto político-pedagógico sofre ampla reestruturação que implica mudanças radicais no ambiente escolar. Surgem novos espaços físicos construídos para receber recursos digitais, há a implantação de ambientes virtuais de aprendizagem, livros físicos dão lugar ao conteúdo digital, entre muitas outras inovações.
Mas a educação 4.0 é apenas um recurso, uma possibilidade a mais para complementar o ensino que conhecemos? A resposta é não. Abraçá-la significa abandonar velhos paradigmas tradicionalmente arraigados no ensino e assumir novas estratégias na educação que corroborem as expectativas do mundo de hoje e coloquem o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem.
Este assunto foi amplamente falado pela Consultora Juliana Aguiar no encontro desta quarta.
Navegar por espaços desconhecidos, aprender por meio dos próprios erros, construir de forma crítica o próprio caminho de vida ― tudo isso permeado pela tecnologia. Com essa essência, a era digital trouxe um novo olhar para o ensino ao desenvolver a educação 4.0, a qual proporciona aos alunos o convívio permanente com ferramentas e recursos digitais, atividades analógicas e as chamadas metodologias ativas de aprendizagem.
O que esperar da educação 4.0?
Ainda, segundo o texto publicado no Blog da Escola da Inteligência, a Inteligência artificial, machine learning, internet das coisas, big data, indústria 4.0. Todos esses termos ainda são novos para muitas escolas, mas estão presentes em nosso cotidiano mais do que imaginamos.
Ao observarmos a atual geração de crianças e adolescentes, vemos indivíduos com um pensamento muito veloz, cérebros hiperconectados e extrema familiaridade com dispositivos digitais. A informação está ao alcance de suas mãos. Em poucos toques, eles conseguem aprender de forma autônoma e resolvem rapidamente problemas que, antes, dependiam de uma grande movimentação pessoal e da escola.
Com isso, a escola do século XXI não pode mais ser um espaço onde o aluno simplesmente recebe e replica informações, sendo avaliado de forma meramente linear, massificada e classificatória. Para além de acompanhar as transformações da sociedade, as instituições de ensino precisam liderar essa mudança de paradigma, incentivando definitivamente seus alunos no desenvolvimento da capacidade autodidata.
O aluno precisa ser levado a pesquisar, conectar, discutir, colaborar, criar, testar e colaborar, fazendo um uso cada vez mais natural dos recursos tecnológicos à mão.
As soluções para o mundo virão de trabalhos colaborativos e essas serão as habilidades exigidas e valorizadas pelo mercado de trabalho. Nesse sentido, as escolas precisam planificar a educação a fim de se adequar às demandas atuais para a formação de indivíduos capazes de trabalhar em grupo para agir mais prontamente na sociedade.
Para tanto, faz-se necessário adotar um processo de tecnologia altamente avançado em que os recursos digitais passam a fazer parte do contexto escolar como item imprescindível às estratégias de ensino. Ao contrário do que temos observado, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta à disposição do professor em sala de aula e se torna um mecanismo indispensável plenamente incorporado às práticas educacionais com condição para o processo de ensino-aprendizagem.
O Colégio Nossa Senhora das Graças, com seus 70 anos de história na educação, vem acompanhando a evolução humana e se preparando para as transformações deste maravilhoso mundo novo e para isto, conta com parcerias como a Escola da Inteligência, que oferece ferramentas ideais para auxiliar seus alunos a se prepararem para um mundo cheio de descobertas.
A proposta da Escola da Inteligência é que os papéis de alunos e professores também se transformem. De tradicional detentor do conhecimento e transmissor de informações, o professor passa a ser um importante mediador no processo de ensino-aprendizagem; o aluno, por sua vez, sai da passividade e se torna agente na construção do próprio conhecimento.