

Jacarezinho
Gladys Santoro/ Tribuna do Vale/foto Antônio Picolli
Em comemoração ao Dia da Indústria, no último dia 22, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Instituto Evaldo Lodi (IEL), Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Associação Comercial e Empresarial de Cornélio Procópio promoveram um evento que homenageou as empresas que mais se destacaram no Norte Pioneiro e a Dacalda Açúcar e Álcool Ltda de Jacarezinho, foi premiada como a empresa Modelo da região. O diretor Rodrigo Correa de Arruda representou a indústria no evento.
A cerimônia foi realizada no centro de convivência da UTFPR, na noite de quarta-feira, em Cornélio Procópio.
“Nos sentimos honrados com a homenagem porque nos empenhamos todos os dias para a melhoraria dos trabalhos. Esse prêmio é
| “Nos sentimos honrados com a homenagem porque nos empenhamos todos os dias para a melhoraria dos trabalhos. Esse prêmio é para todos os que contribuem para a excelência do serviço, desde os operários até a direção. Nada se conquista sozinho. Somos uma família, onde cada tem suas responsabilidades”, disse Rodrigo Correa de Arruda |
para todos os que contribuem para a excelência do serviço, desde os operários até a direção. Nada se conquista sozinho. Somos uma família, onde cada tem suas responsabilidades”, disse.
Rodrigo também citou que os diversos projetos que a empresa desenvolve voltados aos trabalhadorescontribuem para a melhoria constante dos trabalhos.
O evento também homenageou empresas dos ramos eletrotécnica, informática, mecânica, empresário do ano e alunos dos cursos técnicos da UTFPR.
História
O engenheiro agrônomo formado pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o paulista Homero Corrêa de Arruda, tornou-se proprietário da Fazenda Santa Maria, localizada em Jacarezinho, PR. Com 600 alqueires, a fazenda atuava na pecuária de corte e no cultivo de algodão e café. A cana cultivada à época servia somente para alimentação dos animais.
Homero, que começou a trabalhar com cana-de-açúcar em 1937 pelo IAC na Estação Experimental de Piracicaba, onde sempre atuou e se aposentou como chefe em 1962, teve importante contribuição na difusão do cultivo da variedade NA 56-79, introduzida extra-oficialmente no país. Esta, no entanto, tornou-se em pouco tempo a cana mais importante para as usinas, sendo cultivada até 1987.
Em 1969, com perspectiva de ampliar a propriedade, Homero adquiriu as fazendas São Fernando e Água do Peixe, em áreas adjacentes à Santa Maria, o que lhe permitiu, além de todas as atividades já existentes, tornar-se fornecedor de mudas selecionadas de cana-de-açúcar para São Paulo e demais estados.
Mas, em 1970, movido por seu elevado espírito empreendedor, Homero fundou a Corrêa de Arruda Indústria e Comércio de Aguardente Ltda. Dez anos depois, valendo-se dos incentivos oferecidos pelo Pró Álcool, esta empresa veio a se transformar na Destilaria Corrêa de Arruda Ltda., a Dacalda. E sua primeira safra, em novembro de 1981, registrou uma produção estimada de 3 milhões de litros de etanol.
No início da safra de 1994, a Dacalda passou a ter como gestores Constante Ometto Corrêa de Arruda, Homero Corrêa de Arruda Filho e Sergio Roberto Fioravante. Mantendo a mesma filosofia arrojada de trabalho - prevendo sempre a tendência do mercado - a empresa entrou em nova fase de investimentos, com o objetivo de aumentar sua capacidade de produção, visando melhor atendimento à demanda do mercado e fomentando o crescimento sustentável.
Dando sequência ao trabalho que vem sendo realizado, a Dacalda implantou um novo empreendimento no segmento de cana: uma fábrica de açúcar, com capacidade de produção de 12 mil sacas de açúcar por dia. Após passar com sucesso por um período de testes, iniciou suas operações da nova fabrica no começo da safra de 2011.
Em conjunto com este bom momento, a Dacalda aumentou em 2011 sua capacidade de moagem em 50%, com um acréscimo de 500 mil toneladas de cana-de-açúcar por safra. Passa assim de 1 milhão para 1,5 milhão de toneladas por safra, o que lhe possibilita buscar um aumento no número de parceiros e fornecedores de cana.
Apoiada nesta nova expansão, a empresa mais uma vez avança na área de tecnologia. Como no caso da colheita mecanizada, que foi adotada visando atender as diretrizes governamentais de redução do uso de fogo como método de despalha, bem como para suprir a falta de mão-de-obra necessária para realizar a colheita manual da cana.
PROJETOS
A Dacalda também mostra preocupação com a maior qualidade de vida e melhores condições de trabalho de seus colaboradores, gerando maior integração e participação dos mesmos junto à empresa, tornando assim o ambiente de trabalho muito mais agradável e saudável. Ações são constantemente desenvolvidas nas áreas de esportes, saúde, educação, solidariedade, sustentabilidade e segurança.
A ecologia também recebe na Dacalda uma atenção muito especial, através dos programas de conscientização e preservação ambiental que são realizados, a fim de tornar sustentáveis os recursos naturais e transformar o planeta em lugar melhor para se viver.