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Produtores rurais são orientados sobre segunda fase do inventário florestal

A Secretaria do Meio Ambiente e o IAP pedem o apoio dos produtores rurais das regiões onde está sendo feito o inventário para atendimento das equipes técnicas em suas propriedades

Por:
14/01/2015 às 13h25
Produtores rurais são orientados sobre segunda fase do inventário florestal

Curitiba

Instituto Ambiental do Paraná


 

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estão orientando os agricultores paranaenses que vivem nas regiões Noroeste, Norte Central, Norte Pioneiro e Oeste do Estado sobre o início da segunda fase do Inventário Florestal. O inventário é um levantamento detalhado sobre a quantidade e qualidade das florestas e que está sendo realizado no Paraná em três fases.


A partir desta terça-feira (13), técnicos contratados pelo Serviço Florestal Brasileiro vão a campo para visitar áreas públicas e privadas. Eles farão a coleta de dados e amostras necessárias e estarão devidamente uniformizados e identificados para a realização dessa função. Nesta etapa do trabalho serão analisados 237 pontos.

APOIO NO CAMPO – A Secretaria do Meio Ambiente e o IAP pedem o apoio dos produtores rurais das regiões onde está sendo feito o inventário para atendimento das equipes técnicas em suas propriedades.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ricardo Soavinski, disse que o estudo sobre as florestas paranaenses deverá ser entregue no final de 2015. "Precisamos saber qual é a verdadeira situação e a saúde das nossas florestas para podermos traçar políticas públicas eficazes para sua proteção e também para o uso sustentável", explicou.

Segundo o engenheiro agrônomo do IAP Mauro Scharnik, os Inventários Florestais Nacionais têm sido feitos em diversos países. Alguns deles – como os Estados Unidos, Finlândia e Suécia – iniciaram seus inventários no início do século passado.

"No início, os Inventários Florestais Nacionais visavam principalmente o monitoramento de estoques de madeira. Mas, a partir da Rio 92 e do desenvolvimento de novas tecnologias, os levantamentos têm ampliado o seu escopo, valorizando a produção de informação sobre outros temas”, disse.

ANDAMENTO – Na primeira das três fases foram coletados dados em 151 pontos das regiões Centro-Sul, Centro Ocidental e Sudoeste do Paraná que somam 1,2 milhão de metros quadrados de floresta.

Na terceira fase do inventário, ainda a ser realizada, serão analisados outros 161 pontos. Essa etapa do levantamento acontecerá nas regiões Sudeste, Centro Oriental e Região Metropolitana de Curitiba.

O Inventário Florestal do Estado é executado pela Secretaria do Meio Ambiente e IAP, em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro. O estudo foi incluído como parte do programa Bioclima Paraná e está analisando 550 pontos e uma área total de 4,3 milhões de metros quadrados de florestas de todo o Estado.

Os números apontarão a quantidade de espécies nativas e novas espécies, a qualidade destas espécies, possíveis ameaças de extinção, adequação de políticas públicas e ações de fiscalização necessárias para prevenir a biopirataria.

A geógrafa e técnica que coordena o inventário na Secretaria do Meio Ambiente, Gracie Abade Maximiano, afirmou que o documento também será utilizado para a formulação de projetos de desenvolvimento e uso dos recursos florestais.

“O trabalho incluirá variáveis biofísicas, que buscam fornecer informações sobre a dinâmica das florestas, assim como dados socioambientais sobre a importância das florestas para a população que vive em seu entorno”, explica a geógrafa.

A conclusão do estudo também trará benefícios para a para a produção científica – fortalecerá a gestão florestal, possibilitará a melhoria do manejo florestal comunitário e familiar e permitirá o uso sustentável dos recursos florestais e a recuperação das florestas.

O chefe do Serviço Florestal Brasileiro para a região Sul, Gilson de Souza, disse que o Paraná é o segundo Estado a dar início à produção do inventário, logo após Santa Catarina. "Hoje, 60% do território nacional é coberto por florestas e a meta do Ministério do Meio Ambiente prevê a conclusão de todos os inventários estaduais até 2019", destacou Gilson.

METODOLOGIA – Diferente dos inventários feitos anteriormente no Paraná, que usaram imagens de satélite, este adota escala em tamanho real. O método é usado internacionalmente. É o mesmo utilizado, por exemplo, pela Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO) para fazer um inventário das florestas do mundo todo.

A elaboração do Inventário Florestal do Paraná conta com o apoio da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e da Universidade Federal do Paraná. A análise da paisagem é feita pela Embrapa Florestas (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a identificação do material botânico pelo Museu Botânico de Curitiba.

 


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