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Fuja do bloco das viroses pós-folia

Comer bem, manter o corpo hidratado, descansar e evitar o calor intenso . Missão difícil para quem vai pular o carnaval, mas essencial para manter a imunidade em alta e evitar cair de cama por causa de um vírus

Por:
19/02/2015 às 10h05
Fuja do bloco das viroses pós-folia

Curitiba

Carolina Olinda Da Redação Gazeta Do Povo


 

Calor, multidão, alimentação fora da rotina e poucas horas de sono. A combinação típica de carnaval é também perfeita para uma virose. “Os vírus estão por toda parte. Eles esperam apenas um hospedeiro suscetível para atacar”, diz a infectologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Viviane Dias.

 

Para não ser uma das vítimas das viroses pós-folia, o segredo é fugir do estresse e conseguir manter uma boa imunidade. Nesse caso, não se trata só da mente, mas do corpo também. Por isso, beber bastante água, ter uma boa noite de sono, evitar horas de exposição ao sol e sair de ambientes muito quentes para locais muito frios são alguns segredos.

 

Mas, se o contágio ocorreu, a boa notícia é que as viroses têm evolução rápida. Em três dias os sintomas devem sumir ou, no mínimo, ficar mais brandos. Em no máximo sete dias é para o paciente estar bem. Se for um vírus que causa resfriado ou gripe, a vítima sofrerá com febre, espirros, secreção e tosse. Os vírus que atacam o trato intestinal causam diarreias e vômitos.

 

Os médicos alertam que raramente as viroses necessitam de um tratamento emergencial. Embora os sintomas sejam muito incômodos, eles podem ser tratados em casa com medidas simples, como repouso, alimentação leve, muita água e antitérmico para o controle da febre. “O quadro deve melhorar entre três ou quatro dias. Se os sintomas persistirem por mais tempo ou a febre não ceder com o uso do antitérmico, a pessoa deve procurar o médico”, indica o pediatra e infectologista Victor Horácio Júnior, chefe do pronto-atendimento do Hospital Pequeno Príncipe.

 

A atenção deve ser maior quando a virose ataca crianças e idosos, por serem mais suscetíveis a ter piora no quadro. Sangue ou muco nas fezes, batimentos acelerados e respiração ofegante são sinais de alerta. Nesses casos, é preciso procurar ajuda médica rapidamente.

 

Horácio Júnior conta que a emergência do Pequeno Príncipe não costuma registar um movimento acima da média após o feriadão do carnaval. Mas cidades em que a folia é mais intensa, a situação é diferente. Em Salvador, no ano passado, foram tantos com a mesma virose após o feriadão que ela até ganhou um apelido: gripe Lepo Lepo, referência ao hit do carnaval de 2014.

 

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