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Casos de coqueluche aumentaram de forma preocupante no Brasil

Manter a carteira de vacinação em dia é a principal forma de prevenção

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
19/03/2015 às 14h16
Casos de coqueluche aumentaram de forma preocupante no Brasil
Dra. Marta Fragoso, infectologista do Hospital VITA

 

Curitiba 

Central Press


 

Segundo dados do Ministério da Saúde, em um período de quatro anos, o Brasil registrou um aumento significativo nos casos da coqueluche. No ano de 2010, o número de pessoas afetadas pela doença foi de 605. Já em 2013, aumentou para 6.368 - ou seja, dez vezes mais. As mortes decorrentes da coqueluche passaram de 18 para 109 nesse mesmo período. No Paraná, a incidência da doença acompanhou a média nacional. Em 2010, foram registrados 17 casos enquanto que em 2014 o número saltou para 506.

 

Para a infectologista do Hospital VITA, Marta Fragoso, o aumento dos casos de coqueluche está sendo motivado pela falta de reforço na vacinação. A doença é contagiosa e afeta principalmente crianças menores de um ano (por elas não terem o esquema de vacinação completo). "É necessário vacinar aos 2, 4 e 6 meses. O reforço deve acontecer aos 15 meses e, para que se complete a imunização, a última dose deve ocorrer entre 4 e 6 anos", afirma a médica.

 

A coqueluche é uma doença respiratória com alto grau de transmissão causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis. Segundo a especialista, as bactérias comprometem a garganta, que dão origem as crises intensas de tosses. "Nas crianças e idosos, o problema pode causar complicações neurológicas, pulmonares, hemorrágicas e desidratação", completa. A transmissão ocorre através do contato direto com a pessoa infectada ou por gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar.

 

De acordo com a médica, a melhor forma de prevenir a coqueluche é vacinando. "Com a carteira de vacinação em dia, tanto de crianças quanto de adultos, podemos diminuir esse índice", alerta. O ideal, segundo a especialista, é imunizar quem já teve a doença e tomou todas as doses após dez anos.

 

 


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