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SOJA EM BAIXA POR DEMANDA E CLIMA NOS ESTADOS UNIDOS

Confira as cotações de soja, milho e trigo

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
23/04/2015 às 14h16
SOJA EM BAIXA POR DEMANDA E CLIMA NOS ESTADOS UNIDOS

Por Tânia Moreira, economista do Departamento Técnico e Econômico da FAEP


 

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O contrato de maio voltou a recuar na data de ontem, perdendo 0,45% fechando no valor de  US$ 9,70/bushel. A cotação CIF em Paranaguá fechou em R$ 67,00/saca.

Desde o início de abril os preços médios recebidos pelos produtores no Estado do Paraná perderam 5,6%, a partir de dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB),  com um câmbio que começou o mês cotado a R$ 3,192 e registrou ontem a mínima de R$ 3,006, desde março.

Previsões de um clima mais quente nos Estados Unidos na próxima semana, contra um clima mais chuvoso nesta semana, provocaram o sentimento de que o plantio do milho deve avançar com tranquilidade e que o plantio da soja americana para a próxima safra pode ter início em normalidade, sob  a estimativa de uma área recorde de plantio na safra 2015/16, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A preocupação em relação à demanda também provocou queda nos preços, com a notícia da propagação da gripe aviária em pelos menos 12 estados americanos.

A Consultoria Safras e Mercados estima que o percentual colhido de soja no Brasil seja de 90% com percentual comercializado de 50%, contra uma média de comercialização de 64% considerando os últimos cinco anos. No Paraná o percentual comercializado era de 35% até o início do mês.

Na Argentina, com previsão de colheita de até 58 milhões de toneladas segundo a Bolsa de Cereales, o percentual colhido é de 32,5%, com produtividade média de até 3.800 Kg/hectare.

2

Na data de hoje o USDA divulgou que as exportações americanas de soja da safra 2014/15 na semana encerrada em 16 de abril, totalizaram 102 mil toneladas com redução de 67% em relação à semana anterior e 29% em relação à média das últimas quatro semanas.

Na data de hoje o contrato de junho na CBOT até às 08:44 registrava alta de 0,49% cotado a US$ 9,765/bushel, com o câmbio a R$ 3,03.


MILHO TEM RETRAÇÃO POR CLIMA DA PRÓXIMA SEMANA

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O contrato de maio registou nova baixa na data de ontem, perdendo 0,99% negociado a US$ 3,72/bushel.

A previsão de um clima mais seco na semana que vem, contribuiu para a baixa dos preços, proporcionando a visão de que o atraso relatado pelo USDA no começo da semana para o plantio, possa ser facilmente recuperado, sob a estimativa de uma área de plantio de 36,06 milhões de hectares na safra 2015/16 americana.

No mercado interno, o preço médio recebido pelo produtor, segundo a SEAB foi de R$ 20,90/saca na data de ontem (22). O percentual comercializado da safra de verão era de 25% até final de março, em linha com o percentual comercializado na última safra e com a média dos últimos cinco anos. Para o milho safrinha o percentual comercializado é de 12%.

O preço médio de R$ 20,90/saca é muito próximo da média do custo de produção operacional calculado pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) em janeiro de 2015, no valor de R$ 20,36/saca.

Em relação ao ínicio do mês os preços médios recebidos pelos produtores caíram 6,2% a partir de dados da SEAB. O preço de Chicago para o contrato de maio caiu 5,5% considerando o mesmo período.

No Mato Grosso, segundo o Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o percentual comercializado da safra de verão até 13 de abril era de 48,6% contra os 11,5% comercializado no mesmo período da safra passada.

Na Argentina, segundo a Bolsa de Cereales, o percentual colhido da safra de milho até 16 de abril, era de 24,1% com rendimentos de até 8.920 Kg/hectare.

Na data de hoje o contrato de junho na CBOT até às 08:44 registrava alta de 0,20% cotado a US$ 3,80/bushel.

TRIGO EM BAIXA POR CLIMA

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Perspectivas climáticas de que a condição seca do trigo de inverno venha a melhorar na próxima semana contribuíram para perda no preço do trigo na data de ontem, fechando em    US$ 4,98/bushel.

O preço médio recebido pelo produtor no Paraná, segundo a SEAB, foi de R$ 35,84/saca, restando em torno de 15% da safra 2014 para ser comercializada. O percentual de plantio da safra 2015 é de 1%.

A média do custo operacional calculado pela Conab em janeiro para a safra 2015 é de R$ 43,91/saca com aumento de 6% em relação ao custo de produção do ano anterior.

Segundo a Bolsa de Cereales da Argentina na safra 2015 a área de plantio deve reduzir cerca de 7%.

O Conselho Internacional de Grãos (CIG) apresentou estimativa de que a safra mundial de trigo possa sofrer um corte de 4 milhões de toneladas, gerando um deficit pequeno para a próxima safra mundial, considerando rendimentos menores na União Européia e Rússia.

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