

Carine Lopes
O mercado do frango vivo brasileiro apresentou pesada queda de preços durante o mês de abril. Essa situação remete ao excedente de oferta doméstica, impossibilitando a sustentação dos preços. A demanda interna não é o problema, uma vez que o frango leva vantagem em um ano de forte alta da carne bovina. Por outro lado, a demanda externa, sim, é um empecilho, uma vez que com exportações aquéns das necessidades do mercado há uma maior disponibilidade interna. Os custos de produção são inferiores, uma vez que os preços do milho apresentaram boa queda ao longo do mês. Não há perspectiva de recuperação dos preços no curto prazo, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. O preço do frango vivo baixou de R$ 2,40 o quilo para R$ 2,20 em 30 dias, em São Paulo. Já em Minas Gerais, a queda foi de R$ 0,15 - de R$ 2,40 para R$ 2,25. As exportações de carne de frango "in natura" do Brasil renderam US$ 375,5 milhões em abril (16 dias úteis), com média diária de US$ 23,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 235,5 mil toneladas, com média diária de 14,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.594,6. Entre março e abril, houve alta de 2,5% no valor médio exportado, um avanço de 2,2% na quantidade e uma valorização de 0,3% no preço médio. Na relação entre abril de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve baixa de 20,5% no valor total exportado, perdas de 7,4% na quantidade total e desvalorização de 14,2% no preço médio. Tais dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.