

Carine Lopes
A pecuária de corte brasileira se deparou com dois momentos distintos ao longo do mês de abril. Na primeira quinzena, quando os preços seguiram em sua escalada, estabelecendo novos recordes em todo o país, foi novamente um desdobramento da escassez de oferta no mercado interno. Durante a segunda quinzena, com ênfase na semana corrente, o cenário mudou de maneira drástica; os frigoríficos conquistaram boa frente em suas escalas de abate, o que resultou em queda dos preços de balcão. O preço do gado de reposição ainda limita quedas mais agressivas no mercado físico. As exportações de carne bovina "in natura" do Brasil renderam US$ 292,1 milhões em abril (16 dias úteis), com média diária de US$ 18,3 milhões.
A quantidade total exportada pelo país chegou a 69,8 mil toneladas, com média diária de 4,4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.187,5. Entre março e abril, houve uma alta de 18,4% no valor médio exportado, um avanço de 16,9% na quantidade e alta de 1,3% no preço médio. Na relação entre abril de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve recuo de 13,6% no valor total exportado, baixa de 4,7% na quantidade total, e desvalorização de 9,3% no preço médio. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. A média mensal de preços de abril em São Paulo foi de R$ 150,66 a arroba. Em Mato Grosso do Sul, o preço ficou em R$ 144,90. Em Minas Gerais, a arroba ficou a R$ 143,47 a arroba. Em Goiás, a arroba ficou em R$ 143,55. Em Mato Grosso, o preço ficou a R$ 135,28 a arroba. No atacado, a média mensal de preços ficou em R$ 8,30 nos cortes de dianteiro e de R$ 11,66 nos cortes de traseiro.