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Secretário de Segurança quebra o silêncio e fala sobre ação na Assembleia: "lastimável"

Francischini diz que o setor de Inteligência da Sesp conseguiu imagens de pessoas infiltradas no protesto dos professores

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
05/05/2015 às 22h22 Atualizada em 05/05/2015 às 22h29
Secretário de Segurança quebra o silêncio e fala sobre ação na Assembleia:

Curitiba

Redação Bonde


 

 

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini, concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (4) para falar pela primeira vez sobre a ação policial que resultou em mais de 200 feridos na última quarta-feira (29), no Centro Cívico, durante votação do projeto da ParanaPrevidência. "Tivemos um confronto terrível, de lastimável resultado", admitiu o secretário, acrescentando que nada justifica a violência vista durante o confronto. 

De acordo com Francischini, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) deve abrir um inquérito policial para averiguar a ação da última quarta-feira, "inclusive com a designação de um promotor de Justiça para acompanhar todos os atos". "Também temos que avaliar a atuação destes grupos radicais, que foram o grande estopim desse movimento policial", completou. 
Conforme o secretário, o setor de Inteligência da Sesp conseguiu imagens de pessoas infiltradas no protesto dos professores. "Eles aparecem manipulando supostas bombas de cal, juntando pedras e arremessando artefatos contra a polícia", alegou. 

Além disso, segundo ele, havia registros de convocações pela internet para o embate, pelo menos um dia antes da votação do projeto que altera a ParanaPrevidência. Mesmo com todo o serviço de levantamento de informações, Francischini disse que não foi possível realizar um trabalho preventivo. 

O secretário de Segurança também comentou as críticas feitas a ele pelo deputado federal e presidente do PSDB no Paraná, Valdir Rossoni. O tucano usou o Facebook para lamentar o episódio e pedir a exoneração de Francischini. "Cabe ao governador. Não vejo problema nenhum o deputado fazer as críticas. Quem está ocupando função pública, como eu, precisa estar acostumado com a pressão. Tem greve dos professores, protesto dos caminhoneiros, rebeliões... Todos os dias eu faço gerenciamento de crise. Tenho que me acostumar com as críticas", argumentou o secretário. 

O secretário também voltou a lembrar que 20 policiais ficaram feridos durante a ação na Alep. Além disso, dos 13 presos na quarta-feira, pelo menos sete seriam ligados a grupos radicais, segundo Francischini. Sobre a reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, para a qual ele foi convidado, Fernando Francischini desconversou e não respondeu se vai participar. 

Comando da Polícia Militar 

Francischini disse que o planejamento operacional é da PM e que a atuação "na ponta" é da polícia. A declaração do secretário fez aumentar os rumores de que haveria troca no comando-geral da PM, até a noite desta segunda-feira (4) a cargo de César Kogut. Procurada pela FOLHA, a assessoria de imprensa da corporação negou qualquer troca e informou que o comando se pronunciará sobre o assunto nesta terça-feira (5). 

(matéria atualizada às 22h com informações da repórter Andréa Bertoldi, da sucursal da Folha de Londrina em Curitiba)

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