
| Engenheiro Agrônomo da Integrada inspeciona área de trigo na região de Cambará. "O suporte técnico oferecido pela Integrada tem auxiliado no aumento da produtividade de grãos com o menor custo de produção possível aos produtores cooperados " destaca, Junior Pires |
C.Roberto Francisquini
Fonte: EMBRAPA
No norte do Paraná, agricultores que plantaram milho logo após a colheita da soja sofreram com um forte ataque de percevejos. Alguns municípios estimam uma quebra de 30% na produção. Para que isso não ocorra, o controle da praga deve ser feito no início do cultivo. O percevejo barriga-verde, que não é muito perigoso para a soja, é um problema para o milho segunda safra.
Junior Pires Engenheiro Agrônomo da Integrada alerta para o controle da praga e diz que a falta de um manejo mais aprimorado no pós colheita da soja está contribuindo para a proliferação do inseto.
| Capim Margoso e persevejo são os grandes vilões da produtividade da safrinha |
| Em alguns casos a única solução tem sido a gradagem da área para prover o controle do capim margoso |
Para o Agrônomo, o controlo adequado do capim margoso e da braquiária poderia minimizar o volume populacional do percevejo. “Muitas lavouras contêm grandes áreas cobertas pelo capim margoso e braquiária, proporcionando o habitat ideal para algumas espécies do percevejo se proliferarem” diz.
É o que acontece, por exemplo, em Cambará. Os percevejos presentes no milho cultivado após a cultura da soja (milho safrinha), estão causando danos de grande impacto e afetará a produção.
Junior Pires explica que os percevejos fitófagos apresentam como principal característica o hábito de introduzirem seus estiletes no substrato de alimentação, podendo atacar várias estruturas das plantas, embora as sementes e os frutos sejam os locais preferenciais a alimentação.
O aumento das populações de percevejos no cultivo de milho safrinha tem sido acompanhado por frequentes ocorrências de danos na cultura. Basicamente, quatro espécies de percevejos podem ser encontradas associadas ao milho safrinha, sendo elas os percevejos barriga-verde, Dichelops melacanthus e D. furcatus, o percevejo marrom, Euschistus heros e o percevejo verde, Nezara viridula.
No entanto, o que apresenta maior potencial de dano na cultura do milho, é o percevejo barriga-verde. Os percevejos do gênero Dichelops tem como distribuição geográfica o sul do País, com número populacional significativo no Norte do Estado do Paraná.
Controle
Pires afirma que o controle do percevejo-barriga-verde pode ser realizado preventivamente, empregando-se inseticidas via semente ou através de pulverização sobre as plantas. De um modo geral, os inseticidas do grupo dos neonicotinóides, quando aplicados nas sementes, têm proporcionado um melhor controle do inseto do que os outros grupos químicos. “Cabe salientar que, se população do percevejo estiver muito alta na área a ser cultivada com milho, apenas o tratamento das sementes com inseticidas não será suficiente para a contenção desse inseto” alerta.
O Agrônomo recomenda que uma das alternativas mais viáveis de controlar os ataques da praga é efetuar antes da semeadura do milho, uma inspeção na área em que a lavoura será implantada visando constatar a presença de ninfas e adultos do percevejo.
“Constatada uma alta população da praga, recomenda-se efetuar uma pulverização com inseticida na palhada, além do tratamento das sementes do milho” recomenda. “Prevenir é sempre melhor que remediar” finaliza.
Nota da redação
Diferente do que foi publicado na edição impressa, o engenheiro recomenda a gradagem somente em casos em que o capim margoso estiver fora de controle, não ao persevejo como ficou assinalado. Junior Pires explica que a gradagem só recomendada em caso extremo de infestação. “Em algumas áreas da nossa região, produtores estão gradeando suas propriedades devido a proliferação do capim margoso, altamente prejudicial as lavouras” destaca Pires.