
Curitiba
Da assessoria
Nesta quarta-feira (03), 94% das 2,1 mil escolas da rede estadual funcionaram total ou parcialmente. Em várias unidades abertas não houve aulas porque os estudantes não comparecem em função da greve. Com atendimento 100% normal aos alunos eram 411 unidades até o final do dia e apenas 217 escolas fechadas.
A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, reitera que a elaboração dos calendários de reposição depende do fim da paralisação, que já dura 27 dias letivos. Por haver casos de escolas abertas, fechadas ou em funcionamento parcial, cada Núcleo Regional de Educação (NRE) terá que elaborar e homologar calendários específicos para a realidade local.
A secretária orienta pais e estudantes a procurarem as escolas de sua comunidade, pois há unidades abertas, mas as aulas não são ministradas – os alunos não comparecem porque não sabem que o atendimento foi retomado.
Categoria avaliará greve e proposta apresentada por deputados
Em nota divulgada no site da entidade, a categoria diz avaliar proposta apresentada por deputados.
Deputados formalizaram uma nova proposta à coordenação do Fórum dos Servidores. Os(as) dirigentes assumiram o compromisso de levar esta proposta às categorias para avaliação.
“Especificamente na APP, condicionamos qualquer debate de proposta à suspensão das punições como faltas e processos administrativos”, afirmou Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato, que participou de uma reunião no final da tarde desta quarta (03) com a secretária de educação e sua equipe.
O comando de greve reunido na sede estadual da APP deliberou as seguintes ações:
- realização de reuniões dos comandos de greve regionais nos próximos dias;
- reunião do comando estadual e conselho da APP na próxima segunda-feira (08);
- Assembleia Estadual da APP-Sindicato na terça-feira(9) pela manhã (local a definir);
Segundo Marlei Fernandes, secretária de finanças da APP, “a assembleia será para avaliar a proposta que não é a que esperávamos, mas também o andamento da nossa greve”. Segundo ela, as assembleias podem chamar, suspender ou manter uma greve como já ocorreu este ano várias vezes. “É um espaço democrático e de debate da nossa luta e coletivamente decidimos o melhor para nossa categoria”, ressaltou.