

Cambará
Maristela Misquevis
A AME-SE, organização não governamental que tem como objetivo reduzir o risco de mortalidade por câncer em geral e melhorar a qualidade de vida do paciente em tratamento de câncer, precisa da sua colaboração, para que seu trabalho tenha continuidade e chegue a quem precisa.
É o que afirma a presidente da ONG Maria Lúcia Marcidelli. Ela conta que o projeto teve início em julho de 2014, e reuniu um grupo de amigas para tratar do assunto. Segundo a presidente, a iniciativa partiu dela e de Maria Lúcia Vanzela incentivadas por uma amiga de Curitiba, que também tem uma ONG e passou pelo problema há alguns anos atrás. “A Lúcia (Vanzela) é enfermeira no munícipio e conhece a realidade dos pacientes em tratamentos e as dificuldades que enfrentam para encarar a doença” diz Marcidelli, “pensando nisto, resolvemos colocar a ideia em prática” frisou.

Lúcia contou que este projeto visa a conscientização, orientação e prevenção do câncer. A ONG conta com o apoio de nutricionista, psicóloga, do médico Ginecologista Dr. Lucas Dalaqua e também com o auxílio de pacientes que já venceram a doença. “São as vitoriosas” conta.
A presidente informa que a cada pessoa curada, passa a ser um referencial de motivação para quem está em tratamento. “Elas dividem suas experiências e dá o apoio necessário para quem vem enfrentando o problema” conta Lúcia.
A ONG conta com estrutura necessária para atender a demanda. Sua sede oferece espaço para costura onde são confeccionados os artesanatos e próteses de mama e o cantinho do Alto Astral, onde ficam a disposição artigos para o dia a dia, como lenços, perucas, chapéus, toucas, o que for possível para melhorar a autoestima do paciente.
“Tudo sem custo nenhum para quem procurar a entidade” conta Lúcia.
Para manter as portas abertas, a ONG realiza promoções para arrecadar fundos e comercializa peças de roupas no bazar montado na própria sede.
“A renda para a manutenção da entidade é tirada dos eventos promovidos, venda de artesanatos feitos pelas voluntárias” salienta.

Sem recursos, projeto pode acabar
Maria Lúcia disse ao Circulandoaqui, que a comunidade cambaraense foi solícita ao abraçar a causa, mas considera que é preciso ainda mais. “Fomos surpreendidas com o tamanho da colaboração e dedicação da comunidade cambaraense” enfatiza Maria Lúcia, “mas se quisermos atingir nossos objetivos que é o de ajudar mais pessoas e dar continuidade ao projeto, é necessária a colaboração da política e dos empresários. “A ONG não conta com nenhum incentivo político para manter-se na ativa” protesta
Aluguel, água e luz são as principais despesas arcadas pela ONG. Até então, os compromissos com as despesas têm sido cumpridos, mas as dificuldades financeiras impedem o avanço desejado do projeto.
Lúcia conta que o voluntariado tem ajudado com exames e afirma ter conseguido bolsas de colonostomia. “Toda ajuda é bem-vinda” frisa.
Quem quiser ajudar pode efetuar depósitos de qualquer valor na conta da ONG no Banco do Brasil
Agência: 0317 – 4
Conta corrente 29.810 – 7
Informações
João Manoel dos Santos, nº 1179 – 43 3532 3295