

Via Gazeta do Povo
Sobe para 11 mil o número de pessoas afetadas pelas chuvas na madrugada desta terça-feira (8). Segundo relatório divulgado pela Defesa Civil estadual, 22 municípios foram afetados. Os maiores danos foram causados pelo granizo. Entre as maiores cidades do estado, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa foram as mais afetadas. Pela manhã, o número estava em cerca de 7 mil.
De acordo com a Defesa Civil, 9.750 pessoas foram afetadas pelo granizo. Em Foz, Goioxim e Nova Esperança, foram 500 casas danificadas pelas pedras de gelo. Houve muitos danos, também, em Nova Olímpia, com danos em 300 casas, e Ponta Grossa – 236 casas danificadas. 34 pessoas estão desalojadas nas cidades de Guaporema e Manfrinópolis.
Os vendavais também causaram estragos, afetando 1.268, principalmente na região Sudoeste. Foram cem casas danificadas em Planalto, onde o vento chegou a 113 km/h. Segundo a RPC TV, dois aviários foram destruídos na zona rural do município, matando quatro mil aves. Outras 70 casas sofreram danos em Ampére. Há cinco pessoas feridas nessas duas cidades.
A quantidade de chuva é alta em todo o estado. Em Campo Mourão, o acumulado diário de chuva chegou a 99 milímetros – a média mensal do município para essa época do ano é de 147 milímetros. A chuva deve continuar na tarde desta terça-feira, em todo o Paraná, e só deve dar uma trégua na quarta-feira (9).

Foz do Iguaçu e outros dois municípios, em pontos diferentes do estado, também decretaram situação de emergência. O caso mais grave é de Goioxim, na região de Guarapuava.
Em Foz, as ocorrências mais graves foram registradas na região sul da cidade. Segundo a prefeitura, o atendimento aos desabrigados está sendo realizada na Escola Municipal Adele Zanotto, antigo CAIC Porto Meira. As aulas na região foram suspensas e as merendeiras das escolas municipais foram deslocadas para preparar refeições para os desabrigados.
Uma edificação em construção de cerca de quatro andares chegou a desabar por causa da chuva, no início da noite. Ninguém ficou ferido.
A prefeitura informou, também, que está realizando um levantamento aéreo da situação para avaliar se deve ou não decretar estado de calamidade pública. A maior preocupação, no momento, é a aquisição de lonas para as famílias desabrigadas – o estoque da cidade está zerado. Equipes foram deslocadas para adquirir material em cidades vizinhas.
O Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) está recebendo doações para os desabrigados. São necessários colchões, roupas, cobertores e lonas. As doações estão sendo recolhidas em três sedes do Provopar em Foz, no Centro, no Jardim São Paulo e na Vila C, além do Barracão da Solidariedade, no bairro Campos do Iguaçu.