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Soja: Mercado em Chicago trabalha em campo positivo, mas com altas tímidas nesta 4ª

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21/10/2015 às 17h51
Soja: Mercado em Chicago trabalha em campo positivo, mas com altas tímidas nesta 4ª

 

Via Notícias Agrícolas


 

 

Nesta quarta-feira (21), o mercado da soja dá continuidade ao seu moviemento positivo e registra ligeiras altas nas posições mais negociadas na Bolsa de Chicago. Por volta das 7h50 (horário de Brasília), o contrato novembro/15, referência para a safra americana, vinha cotado a US$ 8,97, buscando retomar o patamar dos US$ 9,00 por bushel. Já o maio/15, referência para a safra do Brasil, era cotado US$ 9,09 por bushel.  

 

Os futuros da oleginosa ainda vivem no cenário em que os negócios são direcionados pelo desenvolvimento da colheita nos EUA pressionando os preços, enquanto a demanda dá suporte a eles. Ao mesmo tempo, há ainda as expectativas sobre a nova safra da América do Sul influenciando as cotações, e o fator mais observado tem sido o cenário climático neste início do plantio.   

 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira: 

 

Soja fecha com altas de mais de 1% nos portos do Brasil com ganhos na CBOT e suporte do dólar


O mercado internacional da soja, nesta terça-feira (20), fechou em alta na Bolsa de Chicago. Os preços chegaram a subir mais de 10 pontos a longo do dia, porém, encerrou os negócios com ganhos um pouco mais tímidos, de pouco mais de 5 pontos entre as posições mais negociadas. 

E as altas, segundo explicaram analistas internacionais, foram motivadas, entre outros fatores, por um movimento técnico do mercado conhecido como "turnaround tuesday", ou "virada da terça-feira". Assim, o contrato novembro/15 terminou o dia com US$ 8,96 por bushel, enquanto o maio/15, referência para a safra do Brasil, terminou o pregão valendo US$ 9,07. 

No Brasil, as cotações que mais cedo testaram alguma ligeira baixa, se beneficiaram dessas altas no mercado internacional e se apoiaram ainda em uma inversão de tendência no dólar - que fechou em campo positivo - para voltar a subir. A moeda norte-americana fechou com alta de 0,67% nesta terça, após operar boa parte da sessão em campo negativo, e valendo R$ 3,9028. De acordo com a agência de notícias Reuters, o valor foi o mais alto desde 2 de outubro, quando o último preço foi de R$ 3,9457. 

Assim, no terminal de Paranaguá, a soja disponível subiu 1,82% para R$ 84,00 por saca, enquanto em Rio Grande registrou uma elevação de 0,23% para R$ 86,20. Entre os preços para o produto da nova safra, ganho de 1,22% para R$ 83,00 e de 0,60% para R$ 83,50 por saca, respectivamente. No interior do país, estabilidade.

A principal característica da taxa cambial no Brasil, nesse momento, é a intensa volatilidade e a mesma deve continuar até que a agenda política continue trazendo, diariamente, eventos que possam trazer ainda mais incerteza e preocupação para os investidores, é o que explica o economista da Farsul (Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul), Antônio da Luz. 

Dessa forma, apesar de produtores mais retraídos neste momento, a orientação, ainda segundo ele, é que o sojicultor aproveite as oportunidades que chegam e travem sua taxa de câmbio e busquem sua proteção e garantia de renda. "O produtor brasileiro é o único, nesse momento, com possibilidade de fazer bons negócios para o ano que vem. Isso não é possível nem para o norte-americano e nem para o argentino", diz. 

Os negócios no Brasil, porém, iniciaram a semana praticamente paralisados, uma vez que, além de cautelosos e com um elevado percentual da nova safra já vendido, os produtores brasileiros se focam mais em seus trabalhos de campo do que em novas vendas. Entretanto, não só os sojicultores, mas também o mercado, esperam definições sobre o clima no Brasil para evoluírem. 

"A preocupação dos produtores está voltada para a implantação da nova safra, como também, para a obtenção de preços mais altos em vista da instabilidade política e econômica e de seus reflexos sobre a formação da taxa de câmbio", explica o analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais. 

Um levantamento feito pela França Junior Consultoria mostrou que cerca de 12% da área estimada para a safra 2015/16 já foi plantada até o último dia 16 de outubro, número que vem em linha com o registrado no mesmo período do ano passado, quando 11% do plantio estava concluído. Já a média dos últimos cinco anos é ligeiramente mais alta e tem 13%. 

 

Mercado Internacional


Além do comportamento técnico, o mercado internacional da soja também contou com boas novidades vindas da demanda nesta terça-feira para consolidar suas altas, ainda segundo analistas e consultores de mercado. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe o anúncio uma nova venda de soja para a China nesta terça-feira (20). Foram 132 mil toneladas da safra 2015/16. Nesta segunda, outro anúncio foi feito, também para a nação asiática, de 238 mil toneladas. 

"Importadores chineses estão embarcando rapidamente a soja comprada nos EUA a fim de aproveitar o momento sazonal de maior demanda por rações. Na semana do dia 15, compradores chineses embarcaram 1,25 milhão de toneladas, ou 53% do total embarcado na semana. Até o momento, importadores chineses embarcaram 3,65 milhões nos EUA contra 3,7 milhões na mesma época do ano passado. Não só o ritmo dos embarques é importante, mas o ritmo das novas compras nos EUA, uma vez que até o final de fevereiro importadores chineses embarcam cerca de 25 a 28 milhões de toneladas nessa origem", explicaram os analistas da Agrinvest Commodities em seu blog.

A atenção da demanda para a soja norte-americana vem sendo bem recebida pelo mercado e atua como um importante fator de suporte para as cotações em um momento em que há uma tradicional pressão do avanço da colheita nos Estados Unidos - já concluída em 77% da área até o último domingo (18) - sobre os preços praticados em Chicago. 

"Analistas esperam que a China siga comprando soja regularmente dos Estados Unidos preenchendo suas lacunas entre a o line up de outubro/novembro, com algumas compras 'adicionais' em dezembro, antes da colheita da América do Sul dominar o mercado em fevereiro. Há um expressivo foco sobre o início lento do plantio na região Central do Brasil", diz Helen Pound, vice-presidente da divisão de futuros de grãos da consultoria internacional Wedbush Securities Inc. 

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