

Curitiba
Da assessoria
O sábado de carnaval (6) foi escolhido pelo Governo do Estado para a realização da campanha “Hora H – Todos contra o mosquito da Dengue”. O objetivo é convocar todos os paranaenses a vistoriar casas e quintais simultaneamente, às 10 horas da manhã, a fim de eliminar criadouros do mosquito transmissor da dengue, da zika e do chikungunya.
A ação tem o apoio de prefeituras municipais e diversas entidades da sociedade civil organizada. “O que queremos é chamar a atenção da população e mostrar que é possível sim vencer esta guerra contra o Aedes aegypti”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.
Até o momento, 11 municípios paranaenses já entraram em situação de epidemia. Há o risco deste número aumentar, visto que três em cada quatro cidades do Estado são consideradas infestadas pelo Aedes aegypti.
Segundo o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz, a “Hora H” pretende lembrar que o combate ao mosquito é uma responsabilidade de todos. “Poder público e população devem trabalhar juntos para que possamos enfrentar efetivamente esta ameaça. O perigo aumentou. O zika vírus e a febre chikungunya estão aí”, alertou.
A mobilização do dia 6 de fevereiro também deverá contar com o apoio maciço das emissoras de rádio e tv. A Secretaria Estadual da Saúde está disponibilizando uma série de materiais da campanha aos veículos de comunicação, para que reproduzam antes e durante a “Hora H”.
Entre os itens produzidos estão spots de rádio, posts e vídeos para facebook e whatsapp, além de faixas e outras peças de divulgação. As gravações envolveram lideranças religiosas e representantes de entidades locais, como o Arcebispo de Curitiba, Dom Peruzzo, e o Padre Reginaldo Manzotti; o rabino da Comunidade Israelita de Curitiba, Pablo Berman; o presidente da União dos Escoteiros do Brasil – Paraná, José Marcio Moraes e Silva; e o presidente da União Geral dos Trabalhadores – Paraná, Paulo Rossi.
No Paraná, mais de 90% dos criadouros encontrados pelas equipes de saúde estão dentro de residências e quintais. O principal vilão é o lixo, mas todo objeto ou local que possa acumular água precisa ser verificado e eliminado.
Muitos focos do mosquito são identificados em locais de pouca visibilidade, como em ocos de árvore, ralos, reservatórios de água de geladeiras e ares-condicionado, calhas, entre outros espaços. “Essa vistoria deve se tornar uma rotina. Se cada um reservar pelo menos 15 minutos de sua semana para fazer este trabalho, avançaremos muito no combate à dengue”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.
A vistoria semanal é recomendada porque o ciclo de reprodução do mosquito, após a eclosão dos ovos, dura em média 10 dias. Com isso, é possível eliminar a larva do Aedes aegypti e evitar que o inseto chegue à forma adulta.
Para ajudar neste trabalho, o Estado produziu também um check-list com os principais locais que devem ser verificados pelos moradores. O material que orienta as inspeções está disponível nas secretarias municipais de saúde e pode ser baixado ainda no site da Secretaria Estadual da Saúde (www.saude.pr.gov.br).
| A partir da esquerda: Prefeito João Mattar Olicvato, Maria Angélica Miranda, Diretora do Departamento de Vigilância Sanitária e Saúde e Gabriel Lima Vieira, Diretor de Endemias de Cambará. Ação contra a Dengue |
Cambará
O departamento de Vigilância em Saúde de Cambará anunciou que também participará da campanha deste sábado e pede a colaboração da população.
Recentemente a prefeitura de Cambará realizou a contratação de 15 novos agentes de endemia para auxiliar no combate.
Em entrevista na manhã desta terça-feira (02), Maria Angélica Fonseca, Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde antecipou que é grande o número de pessoas contaminadas com o vírus da Dengue na cidade e afirmou que o setor está em alerta máximo por conta da proliferação rápida do vírus zika em todo Brasil. “Temos que nos unir antes que a situação fique fora de controle” pontuou.
Maria Angélica afirmou que só em 2016 já foram contabilizados mais de 50 casos de dengue na cidade. “O balanço oficial leva em conta o período a partir de agosto de cada ano, neste caso já somamos próximo de 150 casos em Cambará entre agosto de 2015 e fevereiro de 2016. Precisamos do apoio da população para barrar o avanço do mosquito transmissor” alertou.
Informações: 43 3532 4293