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Faciap defende novos estudos sobre as estradas para favorecer a competitividade no Paraná

“Com a infraestrutura rodoviária que temos, e sem perspectiva de grandes investimentos, a economia do Paraná tende a se enfraquecer” diz Presidente da FACIAP

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
24/03/2016 às 18h21
Faciap defende novos estudos sobre as estradas para favorecer a competitividade no Paraná

Curitiba

Gabriela Brandalise


 

O presidente da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, Guido Bresolin Junior, defende a busca de uma alternativa a curto prazo para a questão das estradas no Paraná. Ele, que também é conselheiro da AGEPAR, Agência Reguladora do Paraná, participa no próximo dia 28 de março da audiência pública sobre a decisão liminar da Justiça Federal do Paraná que proíbe o Governo do Estado de renovar, sem licitação, os contratos de concessão com as atuais empresas que exploram o pedágio. Será às 9h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, com a participação de deputados e representantes do setor produtivo do estado.

 

Segundo Guido Bresolin, o que se vê é que o Estado não tem alternativas. “E a sociedade civil organizada está dividida sobre o tema. As entidades precisam se unir, mais uma vez, para realizar estudos, e buscar tecnologias que já funcionaram em outros países. O Paraná não pode mais perder em competitividade”, afirma o presidente da Faciap, que representa 290 associações comerciais, englobando cerca de 50 mil empresas, e cobrindo 75% do Estado.

 

Bresolin explica que, com a crise, a capacidade de investimento do Governo do Estado é praticamente inexistente. O Executivo, inclusive, tem falado do assunto sem rodeios. Não há dinheiro. E entre as áreas mais afetadas, estão as rodovias. Mas os modelos de administração das estradas, vigentes hoje no Paraná, são um grande obstáculo para a competitividade: “Com a infraestrutura rodoviária que temos, e sem perspectiva de grandes investimentos, a economia do Paraná tende a se enfraquecer”, afirma ele.

 

 “Com a infraestrutura rodoviária que temos, e sem perspectiva de grandes investimentos, a economia do Paraná tende a se enfraquecer” 

Guido Bresolin Junior - Presidente da Faciap



 

O último grande programa de obras estruturantes em rodovias foi realizado no Paraná há muito tempo, previstas nos contratos de concessão, lembra Bresolin. "Mas este modelo se mostrou ineficaz, com tarifas altas demais para o usuário”, diz ele. De lá para cá, os investimentos desaceleraram. Com estradas ruins, a circulação de bens e produtos, para todos os setores econômicos, ficou prejudicada. “E o estado perdeu competitividade", afirma o presidente.

 

Ainda segundo o presidente da Faciap, os trechos que continuaram sob responsabilidade do Estado, permaneceram deficitários. E pouco está sendo feito. “As obras são insuficientes, como a não realização de duplicações, por exemplo. Além disso, há muitos trechos com buracos e mal sinalizados”, diz Bresolin. “Não é possível mais esperar. Não se sabe quanto tempo ainda vai levar para que os governos se restabeleçam financeiramente, e tenham caixa para investir em infraestrutura. Precisamos dar um passo decisivo nesta discussão”.

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