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Redução no número de servidores públicos ineficientes é fundamental para saída da crise, defende assessor econômico da Faciap

“Hoje são 11 milhões de servidores, sendo 2 milhões federais, 3,2 milhões estaduais e 6,5 milhões municipais. É um gasto alto”, afirma Arthur da Igreja

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
25/05/2016 às 13h37
Redução no número de servidores públicos ineficientes é fundamental para saída da crise, defende assessor econômico da Faciap

 

 

 

Curitiba

Gabriela Brandalise



Qual o índice de desemprego do funcionalismo público? Em um país quebrado, com uma economia em frangalhos, por que apenas trabalhadores da iniciativa privada são demitidos? Quantos salários no ambiente público foram reduzidos? Quantas pessoas foram exoneradas? 

 


Essas são as perguntas do assessor econômico da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, e também professor da FGV-RJ, Arthur Schuler da Igreja, ao defender que, enquanto o tamanho da máquina não for reduzido, a conta do governo nunca vai fechar. Nos últimos anos, o funcionalismo público no Brasil cresceu cinco vezes mais, proporcionalmente, do que a população brasileira, segundo ele. “Hoje são 11 milhões de servidores, sendo 2 milhões federais, 3,2 milhões estaduais e 6,5 milhões municipais. É um gasto alto”, afirma Arthur da Igreja. 


O assessor econômico da Faciap questiona ainda o número de desempregados no Brasil, que é maior do que o apresentado. “Os dados mostram que estamos com 11% da população sem trabalho. O cálculo considera o desemprego sobre a população ocupada. Temos no país 91 milhões de pessoas empregadas, sendo 80 milhões na iniciativa privada e 11 milhões de servidores públicos. Mas entre os servidores, não existe desemprego. Então, para a economia real, o índice de desemprego é maior”, afirma ele. 


Esse cenário, de acordo com o assessor econômico da Faciap, é a explicação para a falta de dinheiro para investimentos. “De toda a população, 100 milhões não trabalham, como idosos e aposentados por invalidez, 11 milhões estão desempregados e outras 11 milhões de pessoas estão em cargos públicos. Quem sustenta isso? As outras 80 milhões de pessoas que estão trabalhando na iniciativa privada”, explica Arthur Schuler da Igreja. “Como o grupo de empregados está diminuindo e o custo do estado aumentando, é claro que essa conta nunca vai fechar”. 


O assessor econômico da Faciap defende um choque de produtividade e que haja cortes também no funcionalismo público. “A única saída é um drástico corte de pessoal desnecessário. Questionar em cada repartição pública quantos servidores são realmente necessários para o trabalho”. 


Além disso, Arthur Schuler da Igreja afirma que a privatização, termo demonizado no Brasil, diminuiria o tamanho do Estado, gerando economia, e tornaria os serviços mais eficientes. Segundo ele, o estado cresce em períodos de bonança e não tem mecanismos de ajuste nos períodos de crise, algo natural em uma empresa privada. “Isso torna a saída de uma crise cada vez mais difícil ao longo do tempo. Se uma empresa tem queda no faturamento, faz cortes. Já o governo, se arrecada menos, sugere impostos", diz ele. “O governo deveria devolver à iniciativa privada serviços que ele comprovadamente não tem competência para administrar. O governo está cada vez mais quebrado, com um rombo de R$ 170 bilhões, porque não é um bom gestor”.

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