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Depósito de cama de frango suspeito expõe possível crime ambiental e risco à saúde pública

O material estaria sendo administrado por um empresário da cidade de Andirá

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
17/04/2025 às 16h24 Atualizada em 18/04/2025 às 22h13
Depósito de cama de frango suspeito expõe possível crime ambiental e risco à saúde pública
Imagens revelam que o local funciona como um depósito de adubo orgânico - Foto: Divulgação.

 

Por Carlos Roberto Francisquini

 

O ar que sopra sobre Cambará, no norte do Paraná, já não traz o frescor do interior. Moradores da cidade têm convivido com um odor fétido e persistente que, segundo denúncias, tem origem em uma área de descarte de material orgânico supostamente utilizado como fertilizante. A situação, além de incômoda, levanta sérias questões sobre a legalidade da atividade e os riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

 

De acordo com relatos, o mau cheiro torna-se especialmente intenso no fim da tarde, atingindo diversos bairros da zona urbana. O foco do problema estaria em um canavial nas proximidades da cidade, sentido bairro Taquaral, onde foi identificado um grande acúmulo de resíduos orgânicos, principalmente cama de frango misturada com amônia e outros compostos químicos.

 

O material estaria sendo comercializado por um empresário da cidade vizinha, Andirá. No entanto, pairam dúvidas sobre a legalidade da operação: não se sabe se há alvará para o armazenamento e comercialização da carga, tampouco se a atividade atende às normas ambientais vigentes.

Imagens revelam que o local funciona como um depósito de adubo orgânico - Foto: Divulgação. 

 

Uma visita ao local, segundo moradores e ambientalistas, é suficiente para constatar o descaso. Não há qualquer tipo de proteção do solo, e o forte odor é descrito como "insuportável". A situação levanta suspeitas sobre contaminação do lençol freático, riscos à fauna local e, principalmente, aos moradores de Cambará, que têm exigido ações urgentes das autoridades municipais.

“A gente não consegue mais nem abrir a janela no fim do dia. O cheiro é tão forte que dá náusea, parece que a cidade inteira está em decomposição”, relata uma moradora do bairro Vila Santana, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

Além do desconforto, especialistas alertam que a exposição contínua a compostos como amônia pode causar problemas respiratórios, irritações nos olhos e até agravar condições de saúde pré-existentes, como asma e bronquite.

Imagens revelam que o local funciona como um depósito de adubo orgânico - Foto: Divulgação. 

 

A Prefeitura de Cambará ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, e a Câmara de Vereadores permanece em silêncio, não cobram uma fiscalização imediata e rigorosa por parte dos órgãos ambientais e da vigilância sanitária. O Ministério Público também pode ser acionado para investigar possíveis crimes ambientais e riscos à saúde coletiva.

Enquanto isso, os moradores seguem respirando ar de incerteza e de um cheiro que virou símbolo do abandono ambiental.

 

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