
Dayse Miranda
Da redação Tribuna do Vale - Foto Antonio Picolli
Um grupo de estudantes ocupou o prédio da Reitoria da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em Jacarezinho, na tarde de quinta-feira, 3. Entre as principais reivindicações dos acadêmicos estão moradia, assistência estudantil e a instituição de cotas para ingresso na UENP. Em frente do prédio foram colocadas faixas e cartazes confeccionados pelos estudantes com as respectivas frases "Ocupado por melhorias", "Contra o sucateamento da educação" e entre outras.
A reitoria da instituição realizou uma reunião com os ocupantes na manhã de sexta-feira, 4, e foi solidária ao ato e às pautas mencionadas pelos acadêmicos. Em nota, a assessoria de imprensa da universidade informou que a reitoria está à disposição para diálogo com a comunidade universitária.
Entretanto, espera que o movimento estudantil não cause prejuízos de ordem administrativa, que poderão repercutir em atrasos de bolsas de estudos de alunos dos três campi da universidade, cancelamento de projetos, atrasos de pagamentos, por exemplo. A Reitoria acentua que seguirá firme, buscando atender aos anseios de toda comunidade universitária.
Professores da UENP em greve
No dia 1º após uma assembleia no campus da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) em Cornélio Procópio, os professores decidiram pela retomada da greve que havia sido encerrada no dia 25 do mês passado, após três dias de paralisação. Até a sexta-feira, 4, os professores ainda permaneciam em greve.
A tentativa da categoria junto ao Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual (Sindiprol) é retirar definitivamente da pauta da Assembleia Legislativa, o projeto que suspende a reposição salarial da categoria.
O projeto que referido é uma emenda que o governador Beto Richa propôs à Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado, que volta atrás de um acordo firmado com a categoria em 2015, que estabelecia reposição salarial a partir de janeiro de 2017.
Conforme o texto, a reposição não será paga enquanto não forem implantadas e pagas todas as promoções e progressões devidas aos servidores civis e militares e condiciona o aumento à comprovada disponibilidade orçamentária e financeira. Ou seja, não há data definida para o pagamento. Os professores acusam o governador de estar dando um "calote" na categoria.
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