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Estado vai responsabilizar prefeitos que reduzirem serviços de saúde

"Temos relatos de municípios que estão desmobilizando equipes e fechando unidades de saúde. Em hipótese alguma vamos aceitar este tipo de conduta”, esclarece o diretor-geral

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
09/11/2016 às 00h48
Estado vai responsabilizar prefeitos que reduzirem serviços de saúde

Luciane Honorio


 

A Secretaria de Estado da Saúde vai responsabilizar os prefeitos que de alguma forma desativem serviços ou reduzam atendimentos pelo SUS neste fim de ano. O alerta foi dado nesta terça-feira (8) pelo diretor-geral da secretaria, Sezifredo Paz, durante encontro com secretários municipais de saúde, em Curitiba. 

 

A preocupação é com possível redução de serviços para adequação orçamentária e financeira, tendo em vista o término de gestões municipais. De acordo com Sezifredo, o processo de transição em algumas prefeituras não pode afetar a rede assistencial e a regularidade das ações de saúde. 

 

“É preciso ter a consciência que saúde é um serviço essencial e que não admite cortes. Temos relatos de municípios que estão desmobilizando equipes e fechando unidades de saúde. Em hipótese alguma vamos aceitar este tipo de conduta”, esclarece o diretor-geral. 

 

As equipes das 22 regionais de saúde do Estado estão monitorando a situação em cada município. Casos de irregularidades serão informados ao Ministério Público, responsável por tomar as medidas cabíveis nessas ocasiões. “A população não pode ser prejudicada. Trabalhamos com vidas e temos o dever de oferecer atendimento adequado aos cidadãos”, afirmou Sezifredo. 



DENGUE – O alerta se deve também à chegada do verão e ao risco de novas epidemias de dengue, zika e chikungunya. O calor e as temperaturas mais altas são favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças. O momento é de reforçar as ações de prevenção em cada município. 



Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira, é preciso intensificar o trabalho de conscientização da população e realizar atividades diárias de eliminação manual de potenciais criadouros. 


“Não se pode demitir agentes de endemias ou dar férias coletivas ao funcionalismo nesta época, como já aconteceu em anos anteriores. Atitudes como estas são irresponsáveis e têm impacto direto no aumento do número de casos de dengue”, lembrou a superintende. 



OUVIDORIA – A população também pode contribuir com o Estado no acompanhamento da situação de saúde dos municípios. Denúncias sobre fechamento de unidades e paralisação de serviços devem ser encaminhadas para a Ouvidoria Geral da Saúde, pelo telefone 0800 644 4414. As manifestações podem ser feitas também pelo site www.saude.pr.gov.br (link Ouvidoria). 

 

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