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HNSG realiza procedimento inédito no Paraná para tratamento de câncer nas vias biliares

“A ablação com radiofrequência de tumores na via biliar, em pacientes que serão tratados com colocação de stent no local da obstrução, pode prolongar a permeabilidade do stent, reduzindo o número de reintervenções e internamentos”, destaca Dr. Christian Bark Liu

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
10/06/2025 às 17h16
HNSG realiza procedimento inédito no Paraná para tratamento de câncer nas vias biliares
Equipe Médica - Foto: divulgação
 
Por Mônica Neves
 
O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) realizou o primeiro procedimento de radiofrequência intraductal no Paraná para destruir tumor no canal no fígado. A técnica, que utiliza corrente elétrica e endoscopia foi realizada pelos médicos Dr. Rafael Noda e Dr. Christian Bark Liu, especialistas em endoscopia digestiva e radiologia intervencionista do HNSG.
 
A radiofrequência intraductual, também conhecida como ablação por radiofrequência é uma técnica usada para tratar obstruções biliares malignas, como em colangiocarcinomas.
“ Através de uma corrente elétrica, as células do câncer são destruídas. Para o procedimento foi utilizado um catéter chamado Habib. Através do acesso simultâneo por endoscopia e pela pele, foi possível acessar os canais biliares e realizar a desobstrução”, explica Dr. Rafael Noda.
 
A abordagem inovadora reduz o volume tumoral obstrutivo, melhora a drenagem biliar, previne infecções biliares recorrentes e proporciona mais conforto e qualidade de vida para o paciente.
“A ablação com radiofrequência de tumores na via biliar, em pacientes que serão tratados com colocação de stent no local da obstrução, pode prolongar a permeabilidade do stent, reduzindo o número de reintervenções e internamentos”, destaca Dr. Christian Bark Liu.
 
O colangiocarcinoma é um tumor maligno que se forma nos canais biliares do fígado, por onde a bile passa até chegar ao intestino. Esses canais podem estar dentro (intra-hepático) ou fora (extra-hepático) do fígado. Quando o tumor surge na junção dos ductos hepáticos direito e esquerdo, recebe o nome de Tumor de Klatskin.
 
Segundo o Dr. Eduardo Ramos, cirurgião do aparelho digestivo do HNSG, o tumor costuma causar sintomas apenas quando já obstrui o sistema de drenagem da bile. Entre os sinais mais comuns estão: coceira intensa, dor abdominal, perda de peso, cansaço, febre, urina escura e fezes esbranquiçadas.
 
A cirurgia é a única forma de tratamento com potencial curativo. No entanto, quando a cirurgia não é possível, o foco do tratamento é controlar o crescimento do tumor ou que se espalhe, aliviar os sintomas e prevenir infecções. Nesses casos, podem ser indicadas quimioterapia, imunoterapia e, quando há obstrução biliar, procedimentos minimamente invasivos como o realizado no HNSG.
 
“A melhor estratégia de tratamento depende de muitos fatores: idade do paciente, localização do tumor, presença de outras doenças hepáticas, metástases e, claro, os desejos do próprio paciente. A experiência da equipe médica e os recursos disponíveis também são fundamentais”, conclui o Dr. Eduardo Ramos.
 
 
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