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Com cooperativas, Richa firma parcerias para habitação e educação

Para o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, os novos projetos são um complemento da grande parceria da entidade com o Governo do Estado

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
12/12/2016 às 21h46
Com cooperativas, Richa firma parcerias para habitação e educação

Luciane Honório


 

 

O governador Beto Richa participou nesta sexta-feira (9) do Encontro Estadual de Cooperativas Paranaenses, realizado pelo Sistema Ocepar, em Curitiba, e que reúne mais de 2 mil pessoas. O governador assinou protocolo de intenções com a Ocepar para capacitação profissional de alunos dos colégios estaduais agrícola. Richa e o presidente da Cohapar, Abelardo Lupion, assinaram termo para a construção de 192 casas, preferencialmente, para funcionários da cooperativa C. Vale, de Palotina. 

 

“São dois programas importantes. Além da capacitação profissional de nossos alunos, temos uma ação inovadora na área da habitação, com a construção de unidades residenciais para os trabalhadores da cooperativa”, afirmou o governador. As moradias fazem parte do programa estadual de habitação Morar Bem Paraná e do programa federal Minha Casa Minha Vida. Os investimentos são estimados em R$ 18,2 milhões em recursos financiados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), numa parceria entre o Governo do Paraná, por meio da Cohapar, Copel e Sanepar; o Governo Federal, por meio da Caixa, a prefeitura de Palotina e a Cooperativa C. Vale.

 

Para o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, os novos projetos são um complemento da grande parceria da entidade com o Governo do Estado. “Estamos em uma sintonia perfeita com toda as área de governo, incluindo a agricultura, a Fazenda e até a educação”, afirmou Ricken. “A parceria com a Secretaria da Educação é um esforço para que o cooperativismo seja cada vez mais forte, e isso começa com a educação”, disse. 

 

Com relação ao projeto da Cohapar, o presidente salientou que é um esforço do governo estadual para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores das cooperativas, que em muitos casos precisam se deslocar por até 100 quilômetros para trabalhar nas indústrias. “Isso é algo desumano e acontece porque no município onde a pessoa vive não tem opção de trabalho. Queremos encontrar uma solução para que os trabalhadores morem mais próximos a seus empregos”, explicou. 

 

APOIO – No seu pronunciamento, o governador Beto Richa reiterou a importância da parceria com a Ocepar e confirmou a continuidade do apoio do Governo do Estado ao setor. Ele ressaltou que o setor também continuará contando com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que só neste ano liberou R$ 350 milhões em financiamentos às cooperativas. Nos últimos seis anos foram R$ 2,1 bilhões em financiamentos do BRDE contratados com 39 cooperativas de todo o Estado. “Recursos aplicados em expansão e modernização da atividade cooperativista e novas unidades industriais”, disse o governador. 



Richa destacou o desempenho positivo das cooperativas do Estado, mesmo no ano difícil de 2016. “Estão na contramão da crise nacional. Enquanto acompanhamos indicadores desfavoráveis da economia, com crescente desemprego, redução das vendas e queda do PIB, vemos um crescimento extraordinário no setor”, disse. 



De acordo com dados da Ocepar, o setor fecha o ano com uma movimentação de R$ 70 bilhões, contra R$ 60 bilhões em 2016, além de 1,5 milhão de cooperados, 85 mil empregos diretos e quase 3 milhões indiretos. São as maiores empresas de 120 municípios paranaenses. A previsão é concluir o ano com cerca de R$ 7,3 bilhões em exportações. “Centenas de países compram os produtos, industrializados e semi-industrializados, das nossas cooperativas. Se o Brasil terá um expressivo superávit na balança comercial em 2016, isso se deve, em grande parte, ao trabalho de cada cooperativa, de seus colaboradores”, disse o governador. 



PARTICIPAÇÃO FUNDAMENTAL – Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, as cooperativas têm participação fundamental na agropecuária do Paraná. “Elas produzem e processam quase 60% da safra paranaense e têm presença forte em vários segmentos da agropecuária”, disse Ortigara. “O modelo paranaense é bem conduzido pela Ocepar e demonstra a força da organização”, destacou. 



Ortigara afirmou que os termos firmados durante o encontro são mais uma forma de o governo estadual apoiar o desenvolvimento do setor. “São novas iniciativas do governo em favor de desenvolvimento rural”, completou. 



PRESENÇAS – Participaram da solenidade o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni; o vice-presidente do BRDE, Orlando Pessuti; o diretor de Operações do BRDE, João Luiz Regiani; o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek; o superintendente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Renato Nobile; o secretário do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior; o deputado federal Sergio Souza e os deputados estaduais Élio Rush e Pedro Lupion. O ex-presidente da Ocepar João Paulo Koslovski e os ex-senador Osmar Dias foram homenageados no encontro. 





Parceria busca aproximar trabalhador do trabalho 

A cooperativa agroindustrial C. Vale, que atua no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraguai, possui 141 unidades e 7,5 mil funcionários. Somente no Paraná, são 6.632 funcionários, dos quais 2.233 trabalham em Palotina. 



“O objetivo dessa parceria é que nossos funcionários fiquem mais próximos do local de trabalho e não percam tanto tempo na estrada. Isso geraria mais conforto e tranquilidade para eles, além de trazer mais rendimento à cooperativa”, disse o presidente da C.Vale, Alberto Lang. 



O termo assinado pelo governador e o presidente da Cohapar durante o encontro foi de seleção do chamamento público com a construtora Guilherme Ltda para a construção das 192 casas. A assinatura oficializa a construtora como apta para executar as obras. 



As unidades serão distribuídas em dois empreendimentos, um com 129 e outro com 63 moradias, com trẽs diferentes plantas. A escolha da casa é de acordo com a renda mensal da família, que varia de R$ 1.800 a R$ 3.600. 



Entre os serviços oferecidos pela Cohapar na parceria estão a elaboração do projeto construtivo, comercialização das unidades e assessoramento técnico à construtora. “Esperamos que todas as cooperativas do Paraná que tenham concentração de mão de obra possam usar os serviços da Cohapar para minimizar os problemas daqueles que vivem longe do seu local de trabalho”, afirmou o presidente da companhia, Abelardo Lupion. 



“Negociamos com a Caixa o uso do fundo de investimento do FGTS para conseguir uma taxa melhor e poder descontar em folha as mensalidades, sem ser um empréstimo consignado”, explicou ele. “Com isso, conseguimos levar esse serviço às empresas e cooperativas, sem tirar dinheiro de seu capital de giro, negociando diretamente com o funcionário, que terá uma prestação pequena para pagar por mês pela sua casa própria”. 





Colégios agrícolas e florestal terão cooperativas-escola 

 


O protocolo de intenções entre a Secretaria de Estado da Educação e a Ocepar vai incentivar o ensino do princípio e da cultura cooperativistas em colégios agrícolas e florestais paranaenses. Nessas unidades, os estudantes recebem uma formação profissional de nível técnico para atuarem na área de agropecuária. 



O objetivo da parceria é facilitar a criação de “cooperativas-escola” nas unidades da rede estadual. Isso será feito por meio de intercâmbio de conhecimentos, experiências e informações técnicas e científicas, realização de cursos, programas, palestras, cursos e seminários. 



Serão organizadas cooperativas-escola nas unidades estaduais que ofertam cursos técnicos de agropecuária e floresta. Haverá treinamento e formação para alunos e professores, elaboração de cartilhas de orientação sobre organização e gestão de cooperativas. 



“As escolas agrícolas estaduais têm produção, que é utilizada em projetos pedagógicos e também na alimentação dos alunos”, explicou a secretária da Educação, Ana Seres. “A comercialização dessa produção passará a ser feitas pelas cooperativas-escola, que são compostas pelos próprios alunos, com a orientação dos professores e da comunidade. O excedente irá retornar para os próprios projetos das escolas”, contou. 



As unidades que terão cooperativas-escola são as de Apucarana (colégio Manoel Ribas), (Apucarana), Arapoti, Cambará (colégio Mohamad Ai Hamzé), Campo Mourão, Castro (colégio Olegário Macedo), Clevelândia (colégio Assis Brasil, Diamante do Norte (colégio Noroeste), Foz do Iguaçu (colégio Manoel Moreira Pena), Francisco Beltrão (colégio Sudoeste), Guarapuava (colégio Arlindo Ribeiro), Lapa, Palmeira (colégio Getúlio Vargas), Palotina (colégio Adroaldo Augusto Colombo), Pinhais (Newton Freire Maia), Rio Negro (Lysimaco Ferreira da Costa), Santa Mariana (Fernando Costa), Toledo e Umuarama.


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