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Professores da UFPR aprovam o fim da greve mais longa das federais

Paralisação durou quatro meses. Data de retorno às aulas e definição do novo calendário serão decididas na próxima segunda-feira

Por:
14/09/2012 às 11h03
Professores da UFPR aprovam o fim da greve mais longa das federais

 

 

 

 

 

 

 

 

Da Redação


Os professores da Uni­ver­­sidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram ontem suspender a partir da próxima segunda-feira (17 de setembro) a greve da categoria iniciada há quatro meses – a mais longa da história das universidades federais. O retorno às aulas depende agora do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da instituição, que se reunirá na segunda para redefinir o calendário com a data de retorno às aulas. De acordo com o reitor da instituição, Zaki Akel Sobrinho, as aulas poderiam recomeçar já na terça-feira, mas é preciso esperar a discussão do Cepe.

 

Mais de 400 docentes participaram da assembleia sindical no Teatro da Reitoria, em Curitiba, e a maioria deles votou pelo fim da paralisação. O sindicato dos docentes da instituição, o Apufpr, atribuiu o resultado a um “movimento nacional de suspensão da greve”.

Nas últimas assembleias da categoria, no entanto, vários docentes demonstraram descontentamento com a forma como o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) tem conduzido a mobilização no país e um grupo de professores organizou um abaixo-assinado pedindo o retorno às aulas. Além disso, na manhã de ontem, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra a UFPR, o Andes e o Apufpr para que as aulas dos dois últimos períodos de todos os cursos oferecidos fossem retomadas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil para cada réu em caso de descumprimento.

O Apufpr não descarta uma possível retomada da paralisação em um futuro próximo, ainda que, neste caso, tenha de passar por todos os mecanismos jurídicos previstos para deflagrar outra greve. “A votação foi majoritária pela suspensão, mas não pelo fim da mobilização”, afirmou Luís Allan Künzle, presidente do sindicato.

 

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