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Após vencer metástase, jovem cria jogo para ajudar crianças com câncer

O paranaense Pedro Henrique Filho, de 34 anos, decidiu criar um jogo para smartphones e reverter parte da renda para ajudar crianças que lutam contra a doença em Maringá, no norte do Paraná.

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18/01/2017 às 09h24
Após vencer metástase, jovem cria jogo para ajudar crianças com câncer

Da assessoria

 


 

Depois de superar um câncer de testículo seguido por uma metástase na regional abdominal, o paranaense Pedro Henrique Filho, de 34 anos, decidiu criar um jogo para smartphones e reverter parte da renda para ajudar crianças que lutam contra a doença em Maringá, no norte do Paraná.

 

O jogo está disponível para as plataformas IOS e Android ao custo de US$ 0,99. O game foi lançado em novembro de 2016 e neste mês de janeiro 300 pessoas haviam aderido à brincadeira. Com o dinheiro, serão comprados leite especial, fraldas e água de coco.

 

“Como em Maringá as crianças estão sendo encaminhadas para atendimento em Curitiba, a ideia é utilizar a arrecadação do jogo para ajudá-las com o deslocamento até a capital”, disse Pedro Henrique, que nasceu em Jacarezinho, também no norte do estado.

 

O intuito de jogo é que as aquisições se espalhem pelo mundo para que crianças de Londrina e Curitiba também possam ser beneficiadas.                           



"Quero ajudar cada vez mais pessoas que passam pelo que eu passei”, comentou Pedro Henrique, que é jornalista.

 

Hoje, Pedro Henrique tem uma vida saudável, sem nenhuma restrição. Ele mora nos Estados Unidos e tem canal na internet que aborda o universo cultural e gastronômico de Nova York, roteiros de viagem, moda e dicas para uma vida equilibrada.  



Os dois anos de tratamento marcaram a vida do jovem.“Eu tive muitas dúvidas. Sempre fui um cara que bebeu pouco, nunca usei drogas e achava que me alimentava bem, logo me questionei por que aquilo tinha acontecido comigo”, contou Pedro Henrique.

 

Ele disse que passado o impacto da notícia, ele decidiu pesquisar sobre a doença para entendê-la. Segundo Pedro Henrique, a segunda parte do tratamento foi a mais dolorosa. Ele passou por uma cirurgia, na qual os médicos abriram o abdômen para retirar o segundo tumor.

 

“O que mais me marcou foi o convívio no hospital com outros pacientes que viviam fases mais avançadas da doença. Isso me fez refletir sobre a vida – de uma maneira geral – e sobre o que eu faria para tentar ajudar aquelas e outras pessoas na mesma situação”, lembra Pedro Henrique.

 

A parte física foi dolorida, em compensação, de acordo com Pedro, ele se fortaleceu psicologicamente. “Eu me senti mais forte, mais sensível e percebi que as dificuldades na vida não são nada perante a doença e suas complicações”.

 

FONTE: Bibiana Dionísio

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