

Agência de Notícias do Paraná
A vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, apresentou detalhes do programa em um dos painéis do evento, nesta sexta-feira (3). Cida Borghetti faz parte da missão brasileira comandada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Alberto Beltrame.
“Desde 2012, o Família Paranaense já atendeu mais de 250 mil famílias com ações integradas em diferentes áreas. Cada família conta com um plano próprio e individualizado de acompanhamento. Isso inclui capacitação profissional e leva em consideração as necessidades de cada lar e as características das regiões”, explicou Cida.
Logo após o painel, a vice-governadora foi procurada por representantes de diversas delegações - entre elas africanas, asiáticas, sul-americanas e europeias - para aprofundar o funcionamento e alguns dos resultados do Família Paranaense. De acordo com Cida Borghetti, o programa, criado no governo Beto Richa e coordenado pela Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, tem porta de entrada e porta de saída. “O objetivo é dar suporte para que essas famílias conquistem a própria autonomia”, ressaltou.
A vice-governadora foi convidada pela diretora da Divisão de Políticas Sociais e de Desenvolvimento da ONU, Daniela Bas, para detalhar ações do programa na Sessão da Comissão. O convite surgiu após uma palestra sobre o Família Paranaense no encontro anual da Organização Mundial da Família (OMF) em São Paulo, dezembro do ano passado.
PRIMEIRA INFÂNCIA - Cida Borghetti também apresentou no painel o processo de construção do Marco Legal da Primeira Infância, legislação federal que assegura políticas públicas específicas às crianças de zero a seis anos.
Ela presidiu, entre 2013 e 2014, a Comissão Especial da Câmara Federal responsável pela redação do Marco Legal. O texto é resultado de reuniões e debates com a participação de especialistas de várias partes do mundo, da Universidade de Harvard, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e da colaboração de quase 200 parlamentares.
O Marco Legal serviu de base para o programa Criança Feliz, do Governo Federal.
Cida Borghetti explica que o Brasil possuiu hoje a lei mais avançada no mundo na atenção às crianças de zero a seis anos. “A atenção preventiva adequada nas primeiras horas, dias e anos da criança é decisiva. Trata-se de um período em que o cérebro é ainda mais sensível”, disse.
COMISSÃO - A 55ª reunião da Comissão de Desenvolvimento Social ocorre de 01 a 10 de fevereiro na sede da ONU, em Nova Iorque. A Comissão foi criada em 1946 com o objetivo de assessorar o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas em temas de políticas sociais de caráter geral e de avaliar os progressos e obstáculos associados à implementação da Declaração de Copenhague e de seu Programa de Ação. Também acompanha a implementação de planos e programas de ação da ONU voltados a determinados grupos sociais.
Neste ano, estão sendo realizados três painéis temáticos para contribuir com os debates de acompanhamento da Agenda 2030, que tem foco no desenvolvimento sustentável.
O primeiro trata das “Estratégias de erradicação da pobreza para atingir o desenvolvimento sustentável para todos". O segundo painel aborda a temática de Juventude, com o tema “Promovendo Políticas Integradas para Eliminação da Pobreza: Desenvolvimento da Juventude na Agenda 2030". Por fim, o terceiro painel aprofunda a discussão sobre pessoas com deficiência, com o tema "Não deixar ninguém para trás: pobreza e pessoas com deficiência".
Cida Borghetti pede mais ações para proteger jovens grávidas
A vice-governadora Cida Borghetti foi uma das debatedoras do painel “Promovendo Políticas Integradas para Eliminação da Pobreza: Desenvolvimento da Juventude na Agenda 2030". O painel faz parte da programação da 55ª sessão da Comissão de Desenvolvimento Social da ONU.
“Erradicar a pobreza exige alcançar as parcelas mais vulneráveis da população. Poucos grupos são tão vulneráveis e têm tanta importância para o desenvolvimento do País como as adolescentes gestantes?, disse.
Cida alertou para a importância dos governos adotarem políticas públicas de atenção e cuidado relacionados à questão da gravidez na adolescência. Dados apontam que, no caso do Brasil, 70% das adolescentes grávidas abandonam a escola - entre as sem filhos esse índice cai para 9%.
“Há uma forte correlação entre a gravidez precoce e a condição de vulnerabilidade das famílias e, por sua vez, o abandono da escola pode levar a um agravamento da condição de vulnerabilidade destas meninas e de suas respectivas famílias?, afirmou a vice-governadora.
Segundo ela, é fundamental a criação de ações específicas para melhorar as oportunidades dessas jovens. Cida relatou programas e ações de sucesso como o Mãe Paranaense do Governo do Paraná e o recém-lançado Criança Feliz, do Governo Federal, que focam no acompanhamento rotineiro e visitas domiciliares sistemáticas por profissionais qualificados.
“Desta maneira, apoiamos as jovens mais vulneráveis, quebrando o ciclo intergeracional da pobreza. Se voltarmos nossa atenção ao tema das jovens gestantes, atenderemos compromissos fundamentais estabelecidos pela agenda 2030: promoção dos direitos das mulheres, combate ao racismo, a redução da desigualdade, a promoção do direito a saúde, o acesso à educação, a proteção dos direitos das crianças e o desenvolvimento juvenil. Não deixar ninguém para trás exige apoio às jovens gestantes. São essas jovens e crianças que garantirão um futuro melhor.
Publicidade
