
Por Carlos Roberto Francisquini
A Promotoria de Justiça de Cambará (PR) veio a público nesta semana para esclarecer o andamento do inquérito que investiga o caso ocorrido na madrugada de 4 de setembro, inicialmente divulgado como estupro coletivo.
Segundo o Ministério Público, a apuração trata, em tese, de estupro de vulnerável, já que a vítima, após ingerir bebida alcoólica, não teria condições de consentir validamente os atos sexuais. Até o momento, não há qualquer indício de motivação LGBTQIA+ fóbica, hipótese levantada em redes sociais.
A Polícia Civil concluiu o inquérito no dia 1º de outubro e indiciou duas pessoas, sem pedido de prisão preventiva. Porém, a investigação ainda não está encerrada: laudos toxicológicos, de sangue e sêmen, além da complementação do exame de violência sexual, seguem pendentes e não têm prazo para conclusão. O MP requisitou urgência nesses exames.
A vítima é acompanhada por advogado particular e, até agora, não solicitou medidas adicionais de segurança.
A Promotoria informou que poderá requisitar novas diligências, arquivar o inquérito ou oferecer denúncia criminal, conforme o resultado dos laudos. Em nota, reforçou o compromisso com a legalidade, independência e transparência.
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